Já estão apurados os resultados de todas as freguesias do território nacional. O PS vence com maioria absoluta, com 117 deputados, contra 76 do PSD, ficando a faltar a atribuição dos quatro deputados dos círculos da Europa e fora da Europa.
O Chega confirma-se como terceira força política, com 12. A IL surge como quarta força, com oito deputados. A CDU elege seis e o Bloco de Esquerda cinco.
O PAN vê o seu grupo parlamentar reduzido a apenas uma deputada e o Livre também elege um mandato. Com o novo mapa político, o CDS perdeu a sua representação parlamentar ao fim de 47 anos e Francisco Rodrigues dos Santos anunciou a demissão.
António Costa conseguiu, assim, a segunda maioria absoluta para o PS, repetindo o feito apenas conseguido por José Sócrates.
Quando José Sócrates conquistou 121 deputados, em 2005, fê-lo com 45,05% dos votos. Em 1999, o também socialista António Guterres conseguiu a segunda maior votação do PS com 44% dos votos, mas eles não foram suficientes para uma maioria no parlamento. Com 112 deputados, Guterres teve de governar acordo a acordo.
A percentagem dos votos não é o único fator que determina uma maioria absoluta porque depende também da distribuição dos votos pelos círculos eleitorais.
Na história da democracia, o país já viu noutras cinco ocasiões o Parlamento governado com maioria absoluta. Para além da vitória de José Sócrates, também Francisco Sá Carneiro governou em maioria com a Aliança Democrática em 1979 e em 1980, e Cavaco Silva, com o PSD, em 1987 e 1991.
A decisão de chamar os portugueses às urnas, dois anos após as últimas Legislativas, foi ditada pela consequente dissolução do Parlamento decretada pelo Presidente da República. O sufrágio foi antecipado devido ao chumbo, em outubro, do Orçamento do Estado para 2022. Foi a segunda vez que aconteceu a rejeição de um orçamento desde o 25 de Abril de 1974, mas foi a primeira que precipitou eleições.
No horizonte está, agora, um orçamento do Estado reforçado com os milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência proveniente da Comissão Europeia e que foi negociado pelo PS. Tem um plano de execução até 2026 e um orçamento de 16,6 mil milhões de euros, dos quais quase 14 mil milhões a fundo perdido.
















