Garantido o melhor desempenho de sempre na Taça de Portugal ao garantir a presença inédita nas meias-finais, o Académico de Viseu recebia o Futebol Clube do Porto na primeira-mão da prova rainha, com o sonho de chegar ao Jamor. Para isso contava com o forte apoio dos seus adeptos que deslocaram-se em massa ao Estádio do Fontelo.
Os azuis e brancos apresentaram-se com profundas alterações no onze inicial, ainda assim foi uma das suas habituais armas que criou o primeiro lance de perigo no encontro. Decorria o segundo minuto de jogo quando Marega surge na cara do guardião Ricardo Fernandes, tentou o chapéu, mas o esférico saiu ao lado.
Após um início de jogo prometedor, as duas equipas mostraram dificuldades em criar perigo junto das balizas adversárias. Novo lance digno de registo só aos 37 minutos com Saravia a tentar o canto direto, mas Ricardo Fernandes mostrou-se atento e afastou de perigo.
O Académico deu um ar da sua graça aos 42 minutos, com Fernando Ferreira a atirar num remate frontal, mas Diogo Costa encaixou o esférico e segurou a igualdade. Resposta imediata do Porto com Marega a cobrar um livre à entrada da área, o esférico desviou na barreira e saiu ligeiramente por cima.
Ao intervalo mantinha-se o nulo inicial.
Na segunda metade, os «azuis e brancos» repetiram a entrada forte verificada nos primeiros 45 minutos, com Marega a assistir Luís Díaz para o primeiro da partida, mas Ruizinho impediu que o esférico chegasse ao colombiano.
A maior qualidade portista acabaria por se materializar em golo aos 58 minutos. Vítor Ferreira lançou Zé Luís nas costas da defesa academista e o cabo-verdiano, sem vacilar, atirou para o primeiro da partida.
O Académico de Viseu não desistiu e aos 71 minutos fez a igualdade. Zimbabwe levantou para a pequena área e João Mário levou o Fontelo ao rubro com um cabeceamento fulminante para o golo.
Os dragões procuraram voltar à dianteira do marcador e no espaço de um minuto estiveram perto do golo por duas ocasiões. Primeiro num forte remate de Vítor Ferreira para uma defesa pouco ortodoxa de Ricardo Fernandes, e depois com Nakajima a obrigar o guardião academista à defesa da noite.
No primeiro dos cinco minutos de compensação, Vítor Ferreira assiste para o cabeceamento de Mbemba, mas o esférico saiu ao lado. Dois minutos depois, Saravia surgiu com perigo ao segundo poste mas Ricardo Fernandes saiu aos pés do argentino e defendeu.
Até ao final, o FC Porto carregou mas a formação academista susteve o ímpeto azul e branco, e segurou a igualdade a uma boa.
Tudo em aberto para o jogo da segunda mão, com o Académico de Viseu a manter viva a esperança de chegar à final do Jamor.
Destaque ainda para o excelente ambiente vivido no Estádio do Fontelo, que esteve perto de casa cheia.















