Viseu: Festival TRiP volta a celebrar a inclusão e a diversidade

02/09/2025 17:02

O Festival TRiP – Ecos de Verão – retorna, pela segunda vez, à cidade de Viseu, na tarde do dia 14 de
setembro, das 14h30 às 20h. No Parque Linear do Rio Pavia volta-se a celebrar a cultura, o
encontro e a diversidade. O TRiP nasceu, em 2022, para reaproximar a cidade desta zona
ribeirinha pouco frequentada e pouco conhecida de Viseu, e para fortalecer a ligação ao Bairro da
Balsa, através de uma programação inclusiva e de proximidade. O programa é multicultural e
propõe transformar a beira-rio num ponto de encontro cultural, comunitário e intergeracional.

A abrir o festival, pelas 14h30, a proposta é uma arruada de percussão, com o músico André Nunes e a Batucada da Balsa, grupo resultante de uma residência artística com a comunidade. Pouco depois, às 15h, começa o espetáculo de teatro para a infância “A Grande Corrida”, de Catarina Requeijo, no qual a personagem Manuela parte para uma grande corrida cheia de obstáculos. Pelas 15h30, o público pode optar por uma oficina de impressão com plantas, orientada por Vanessa Chrystie, ou por acompanhar “O Explorador Florentino”, um cientista-aventureiro criado pela Associação Quinta Oficina, num passeio pelo Parque Linear do Rio Pavia, seguindo pistas e superando desafios.

A meio da tarde, às 16h, La Família Gitana e o Projeto Transmissão da Balsa, duas formações
que afirmam a força da juventude, das raízes e da criação coletiva sobem ao palco para celebrar
música, cultura e identidade. La Família Gitana é um grupo de jovens músicos ciganos de
Cascais. Transmissão é um projeto que nasceu em 2022 a partir de uma residência artística do
músico brasileiro Frankão com um grupo de jovens da Balsa, a convite do festival TRiP.

Pelas 17h, Filipa Madeira apresenta a performance “a mulher mais forte do mundo”. Cruzamento
entre circo contemporâneo e escultura, este espetáculo procura refletir sobre a relação entre
força, memória e identidade no corpo feminino. Ao longo de todo o dia, a ilustradora peruana Daniela Carvalho, faz uma intervenção pictórica sobre a escultura de João Dias existente no parque. Trata-se de uma pintura performativa, na qual a transformação visual ocorre diante de quem circula.

Às 18h, é a vez do concerto de Romeu Bairos, cantor açoriano radicado em Lisboa. Tornou-se
conhecido quando da sua presença na celebrada série “Rabo de Peixe” e no Festival da Canção
de 2021. Estreou-se com o EP “Cavalo Dado” e, desafiado por B Fachada para fazer um disco
“com o seu sotaque”, lança “Romê das Furnas”, no qual Bairos reverência e reescreve a tradição
insular, numa linguagem musical muito particular e, no entanto, universal.

O dia termina com o concerto de Fidju Kitxora, um coletivo formado entre Cabo Verde e Lisboa
“que procura as vozes perdidas na diáspora. São os filhos que colhem memórias daqueles que
nunca mais voltaram” e têm como álbum de estreia “Racodja”, lançado em abril de 2024. A sua
música cruza funaná, semba, kuduro e techno, esbatendo as barreiras de géneros musicais sem
perder de vista a tradição.

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