“As memórias do meu pai na rádio do meu tio”, do Teatro de Montemuro, no Salão da Paróquia de Couto de Cima, em Viseu, às 15h; “Car12, A Grande Viagem”, da ACERT (Associação Cultural e Recreativa de Tondela), no Auditório Municipal Carlos Paredes, em Vila Nova de Paiva, às 16h; e “Um Homem Desocupado”, de Zé Mágico, em Beijós, Carregal do Sal, às 19h; são as propostas culturais desta quinta-feira, que marcam o arranque da programação, da Rede Cultural Viseu Dão Lafões, durante o mês de dezembro.
Zé Mágico, ACERT, Teatro do Montemuro e Teatro Viriato protagonizam espetáculos itinerantes direcionados a espectadores de todas as idades.
O ilusionista Zé Mágico percorre o território com o espetáculo “Um Homem Desocupado”, que assenta em reflexões sobre o ócio ou a “utilidade do inútil”. Depois de Carregal do Sal, prossegue em Castro Daire (dia 3), Vouzela (dia 4), São Pedro do Sul (dia 5), Aguiar da Beira (dia 7), Nelas (dia 7), Oliveira de Frades (dia 8), Vila Nova de Paiva (dia 9), Tondela (dia 10), Penalva do Castelo (dia 11), Santa Comba Dão (dia 12), Sátão (dia 13), Viseu (dia 14) e Mangualde (dia 15).
Depois de Vila Nova Paiva, a A ACERT (Associação Cultural e Recreativa de Tondela) leva a peça “Car12, A Grande Viagem” a Aguiar da Beira (dia 2). Este é um espetáculo músico-teatral que conjuga humor com música e teatro, onde, da forma mais inusitada, surgem sons e melodias de mais de uma dezena de instrumentos inventados e construídos especialmente para esta criação artística. Segundo os criadores, “nem uma única palavra é dita, deixando que cada gesto, som, atitude e relação possuam um dom que permita que cada espetador escreva no seu livro afetivo a história de dois artistas que, em tempos tão sombrios, estendem a mão, não para esmolar, mas para que, de uma vez por todas, a sociedade reconheça a importância da cultura e das artes numa sociedade que não quer perder o direito de sonhar e ser feliz”.
O Teatro Viriato leva a cena a peça “Não!”, em Castro Daire (dia 9) e Penalva do Castelo (dia 10). Representado por três atrizes, “Não!” nasceu a partir de um diálogo com o escritor Afonso Cruz sobre os seus livros “Paz Traz Paz” e “O Livro do Ano” e de alguns textos inéditos. “Desde o início desta criação, havia a clara vontade de falar a todo o público, e em particular às crianças e aos jovens, sobre a importância de se poder pensar em liberdade e de se poder ser ser humano como um dos melhores antídotos para combater o ódio”, explicam os autores de “Não!”. Três mulheres fundem-se numa só para nos explicar que os monstros podem mesmo existir – e que ganham forma com as mais pequenas coisas e com os medos mais infundados.
Já o Teatro de Montemuro, depois do arranque em Viseu, propõe o espetáculo “As memórias do meu pai na rádio do meu tio” em Vouzela (dia 8) e Mangualde (dia 11). Na descrição da peça, “’As memórias do meu pai na rádio do meu tio’ é apenas o nome que dá início ao conto que vamos contar e que nasce das raízes rurais para mais tarde crescerem pelo mundo. São relatos vivos de gente já sem vida, que nos deixaram o seu valioso legado e que os tornaram imortais. São vivencias específicas com particularidades muito ligadas à terra que os viu nascer. Queremos recordar, queremos homenagear a história e as pessoas que a construíram”.














