É pelas terras do demo que o “diabo” continua à solta e a criar o pânico.
Os incêndios que começaram nos concelhos de Trancoso, no dia 09 de agosto, e no de Sátão, no dia 13, após consumirem muitos quilómetros de mato e floresta nesses concelhos, galgaram fronteiras e já afetaram os territórios da Mêda, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Aguiar da Beira, Moimenta da Beira, Penedono e Sernancelhe.
E é na zona de Aguiar da Beira e Sernancelhe que os incêndios, vindos desses pontos distintos, acabaram por ficar a menos de 10 quilómetros, o que levou a Proteção Civil a passar de dois para apenas um comando.
Em declarações à Agência Lusa, Jody Rato, segundo comandante regional do Centro, explica que existem «três frentes ativas muito grandes. Uma delas com mais de 20 quilómetros de frente. A zona de maior preocupação é na zona norte, na cabeça, porque é onde está com maior intensidade, ou seja, em Penedono e em São João da Pesqueira».
Para o dia de hoje «é esperado um trabalho muito árduo, um dia difícil, não só pela área imensa, como agravado com aquilo que tem condicionado o combate que é a acessibilidade e as condições meteorológicas».
O comandante explicou ainda que durante a noite foram «registados três feridos ligeiros, coisas ligeiras, e um bombeiro que foi assistido, muito por causa do fumo nos olhos que, depois de uma boa limpeza permite que volte ao ativo».
As chamas já deixaram destruição «em algumas habitações, falta confirmar se há de primeira habitação, mas a maior parte deverão ser devolutas e de segunda habitação, há ainda veículos afetados, armazéns e empresas».
Um dos espaços afetados foi um Stand de Automóveis localizado junto à EN229, que pelas imagens que se tornaram virais nas redes sociais dá para perceber que os automóveis e o edifício foram totalmente dizimados.
No conjunto dos dois incêndios existem 1393 bombeiros, 460 viaturas e nove meios aéreos.
Foto // Meteo Trás os Montes














