Fernando Ruas fala em “machadada na coesão nacional” a propósito da paragem noturna dos helicópteros do INEM

04/01/2024 18:16

O quadro foi traçado, pelo presidente da Câmara Municipal de Viseu, na reunião de Câmara desta quinta-feira, 4 de janeiro, a propósito da redução horária de 24 para 12 horas, de dois dos quatros helicópteros de emergência médica ao serviço do INEM, a operarem a partir de Viseu e de Évora. Esta paragem é efetuada no período noturno e prevê-se que se mantenha nos próximos seis meses.

«É com muita preocupação que olho para esta decisão, que considero ser uma verdadeira machadada na coesão nacional. Mais uma vez, o interior sai prejudicado. Aliás, os cidadãos saem gravemente prejudicados. A prova disso mesmo foi um doente em estado crítico que necessitou, no arranque do ano, do acesso ao transporte via helicóptero a partir da base de Viseu e não o teve» destacou o autarca. «Esperamos que esta situação seja rapidamente corrigida, sob pena de se registarem graves incidentes motivados pela ausência de meios de emergência adequados a situações de risco».

Recorde-se que, a 29 dezembro, o INEM lançou um comunicado, dando nota de que «promoveu uma consulta preliminar ao mercado com o objetivo de averiguar o interesse de potenciais operadores económicos para o novo contrato público destinado à aquisição de serviços de disponibilização, locação, manutenção e operação de meios aéreos pelo INEM para o período 2024 a 2028».

Adiantou, ainda, que «após a publicação da Resolução do Conselho de Ministros a autorizar a despesa para o período referido, o INEM realizou nova consulta ao mercado para manutenção do serviço enquanto decorre o procedimento concursal, tendo recebido resposta de apenas dois operadores, sendo que destes, apenas a empresa Avincis conseguiria garantir a operação de um dispositivo composto por quatro helicópteros, a partir de janeiro de 2024, respeitando o valor autorizado para realização desta despesa. No entanto, como resultado do litígio laboral com os pilotos decorrente de questões legais relacionadas com o limite de horas de serviço dos pilotos, a empresa não consegue assegurar, no imediato, a escala de pilotos para operar os quatro helicópteros 24 horas por dia».

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