A Mochos no Telhado apresenta, logo à noite, às 21h, o espetáculo “Era uma vez uma linha de fronteira…”, no Auditório do Centro Municipal de Cultura de Castro Daire.
A peça, cujo título completo é “Era uma vez uma linha de fronteira, aqueles que a cruzaram e o porquê de o terem feito”, tem entrada gratuita e reúne em palco Patrick Murys, Ricardo Augusto e Sofia Moura.
Aborda a temática dos trânsitos migratórios, com a recolha de testemunhos de várias pessoas emigrantes e imigrantes ao longo do território nacional. Reflete sobre o país como ponto de partida e de chegada, “mas podia ser sobre qualquer outro território – estamos todos no mesmo barco. Com este trabalho questionamos a pertença e a exclusão. Questionamos quem fez as linhas de fronteira. Porque são elas flexíveis para uns e rígidas para outros. Questionamos a história que contamos e que queremos reescrever, um dia, quando olharmos para este momento da história.”
Sinopse:
Esta é a história de uma linha de fronteira — a primeira e as que se seguiram. Três criaturas absurdas, situadas entre o divino e o humano, observam e transformam os traços da linha, os seus cruzamentos, quebras e emaranhados, vestindo a pele e a memória das pessoas que a atravessam. Esta é uma história que, como todas, começa com “era uma vez”, mas não se sabe bem que vez é a primeira. Sem linha do tempo, tudo se passa agora. 1968 é agora. 2010 é agora. 1140, também é agora. Esta é a história dos de agora, que também são os de antes. A história de uma ferida com nome de ordem, mas também uma possibilidade de lembrar, pensar e imaginar formas de redenção coletiva.














