ENTREVISTA: Rota dos Cabeços em Oliveira de Frades, do rio à Montanha

14/09/2020 20:00

Oliveira de Frades e, mais concretamente, este PR conseguem reunir uma diversidade de paisagens e recursos naturais que são um chamariz para qualquer aventureiro. Um percurso longo e de grande beleza natural apresentado por Clara Vieira, Vereadora da Câmara Municipal de Oliveira de Frades. 

Em que ano foi criada a rota e porquê?

Foi criada em 2016, para que os visitantes pudessem desfrutar da beleza natural de duas partes distintas da nossa região, a montanha e o rio.

A montanha está bem representada pela serra do Caramulo, com os caminhantes a passarem pelo ponto mais elevado de Oliveira de Frades, o Alto das Pinoucas. Após a passagem pela típica aldeia da Bezerreira, percorre-se as margens da corga da Ribeira e do Rio Agueda.

O percurso é circular, com cerca de 18km, e tem início e fim junto à Igreja de São Pedro, em Varzielas.

Quais são os principais pontos de atração desta rota?

É possível observar as casas de xisto e de granito das localidades de Varzielas e Bezerreira, típicas aldeias serranas onde a ruralidade ainda está bem presente.

Ao subir a serra, podem observar-se vários cabeços e, no vale, a corga da ribeira e o rio Águeda. Subindo até ao ponto mais elevado de Oliveira de Frades, os visitantes chegam ao Alto das Pinoucas e ao deslumbrante Miradouro, onde é possivel observar a sul, o vale de Besteiros e a Vila do Caramulo.

Ao descer a serra, encontramos áreas de cultivo com pequenos lameiros, onde praticamente todos os habitantes da aldeia tinham um pedacinho de terreno para cultivar a sua horta. Denominamos, jardins da Bezerreira por estarem sempre muito verdes e viçosos.

Este percurso passa, ainda, por um Parque Eólico e por uma diversidade de cabeços ,nomeadamente, o da Solheira e o cabeço que Abana. Pelo caminho podem-se observar antigos moinhos.

A nível de património religioso, os caminhantes podem visitar a Capela de Nossa Senhora de Fátima, na aldeia de Bezerreira, e a Igreja de São Pedro, em Varzielas.

A parte final do trilho contempla as margens da corga da Ribeira e do rio Águeda, onde se pode encontrar a queda de água e as poças do Batoco. Um percurso com elevado interesse turístico e cultural.

Que níveis de dificuldade existem? E para quem é direcionada este rota?

Esta rota está categorizada como nível IV – Difícil, pelo que será mais adequado a pessoas com alguma resistência física, visto se tratar de uma extensão de percurso bastante longa. A parte final do percurso requer também alguma preparação, pois possui descidas que requerem algum cuidado, no local estão também algumas cordas para auxiliar os caminhantes.

Qual a melhor altura do ano para a realizar?

Visto se tratar de um caminho longo e desgastante, é aconselhável que se evitem épocas de muito calor.

Como são os acessos e o socorro em caso de acidente? E que cuidados devem ter os caminhantes?

Os acessos em casos urgentes são bastante bons, as zonas não são muito remotas.

Fotos: Carlos Pinto, Wikiloc

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