Situada na intersecção de dois municípios, Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira, a Praia Fluvial de Segões é banhada pelas águas de um dos rios menos poluídos da Europa. O local tem capacidade para receber 700 banhistas, mas Pedro Sousa, presidente da União de Freguesias de Peva e Segões, alerta que os visitantes devem respeitar as medidas de segurança.
A Associação Portuguesa do Ambiente classificou, este ano, com “Excelente” a qualidade das águas balneares da Praia Fluvial de Segões. Isso é algo importante a juntar ao vosso cartão de visitas?
Estamos muito satisfeitos com a classificação, o que só vem atestar a qualidade desta praia que é a primeira, após a nascente do rio Paiva. Este ano está a ser difícil, mas esperamos uma grande afluência, resultado, até, da distinção que referiu pela Agência Portuguesa do Ambiente, uma vez que, se não estou enganado, no distrito, somente seis receberam essa elevada atribuição. A praia é lindíssima e, de facto, a sua água é de excelente qualidade. Tem um tom um bocadinho mais escuro do que o habitual, o que, segundo estudos, se deve à presença de muitos sais minerais, daí ser benéfica para quem tenha problemas de pele. A desvantagem prende-se com o facto de ser um pouco fria. Mas, de resto, é um lugar aprazível, onde se poderá fazer um bom piquenique, passar um dia em família, este ano, claro, com cuidados redobrados.
Qual a capacidade da praia?
700 pessoas foi a capacidade que nos foi atribuída, neste momento, mas penso ser suficiente.
Quem são as pessoas que tendem a frequentar a Praia Fluvial de Segões?
O nosso público é muito variado. As mesas espalhadas pelo recinto e a vasta área sombreada fazem com que o local seja convidativo para a realização de piqueniques, festas de anos, convívios entre amigos… Nesta altura, como não podia deixar de ser, para além dos habitantes locais, a praia é também procurada por emigrantes, já que o nosso território tem muita emigração.
Esta é uma praia vigiada?
Não, não é, e isso é dado a conhecer a quem nos visita. Gostaríamos de possuir vigilância, mas teríamos de ter reunidas outro tipo de condições. Saliento, porém, algumas obras realizadas. O telhado nos balneários e bar foi mudado, os edifícios foram pintados e foi edificado um muro de suporte em pedra no parque de estacionamento. A nossa ação, este ano, foi também moldada, como não podia deixar de ser, pela pandemia. A Junta de Freguesia, em colaboração com a Câmara Municipal de Moimenta da Beira, criou um corredor de circulação, ou seja, entre a entrada e saída, foram colocadas setas indicativas, que os transeuntes devem respeitar. Além do local para banhos, temos infra-estruturas de apoio, como o bar/restaurante, a churrasqueira e os balneários. Também aqui, gostaríamos que as pessoas cumprissem com as indicações e tivessem os devidos cuidados. Por exemplo, a utilização do balneário ser só de 2 pessoas em simultâneo e a higienização de equipamentos partilhados, como a churrasqueira. Adicionalmente, esperamos que cumpram o distanciamento, porque, de facto, a nossa praia tem espaço, as pessoas podem estar à vontade e seguras, desde que cumpram as normas recomendadas.
Esta semana, a C. M. de Moimenta da Beira publicou o anúncio da concessão do bar/restaurante da praia. Neste momento, estão fechados?
Sim. Terminou o contrato no final do mês de junho e as partes não chegaram a acordo para renovação. Ainda foi proposto às organizações locais, caso alguma quisesse ficar com essa concessão, nem que fosse só por este período de três meses, mas nenhuma aceitou. Esperamos, contudo, que a situação seja resolvida pelo Município e que, na próxima semana, o bar esteja já em funcionamento.
A Praia Fluvial de Segões é, por si só, um atrativo turístico, mas que mais podem os visitantes encontrar nos arrabaldes?
A localidade insere-se nas Terras do Demo e muito há para descobrir, como a Fundação Aquilino Ribeiro, na vizinha Soutosa, e o Santuário de Santo Antão, em Peva, onde também podemos encontrar o alojamento de turismo rural, ‘Quinta da Regada do Moinho’. Além disso, temos vários percursos pedestres, moinhos de água e eiras, que podem ser apreciados. Gostaria de terminar dizendo que, embora seja um território do interior de baixa densidade populacional, muita coisa há para ver. Deixo o convite para virem comprovar.















