A Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões informou, esta tarde, em comunicado que «atendendo à aceleração da transmissão de vírus respiratórios sazonais com agravamento dos indicadores epidemiológicos», se prevê «maior demanda de cuidados de saúde no Serviço de Urgência, associados a incremento de hospitalizações na próxima semana.»
«Nesta fase crucial urge reforçar as medidas de saúde pública e manter o cumprimento escrupuloso das precauções básicas de controlo de infeção e da etiqueta respiratória, recomendando a utilização de máscara de procedimentos por profissionais, doentes e visitas».
«Torna-se também necessário garantir capacidade de internamento adicional, suspendendo atividade cirúrgica eletiva, facilitando assim os internamentos a partir do Serviço de Urgência e preservando a capacidade de resposta em urgência/emergência», refere, ainda, o documento.
Assim, com efeitos a partir de hoje, 4 de janeiro, para operacionalizar o Plano de Contingência, determina-se, no caso de utilização de máscara de procedimentos, o seu uso obrigatório por parte de todos os profissionais, em todos os contextos de prestação de cuidados; por todos os visitantes e por todos os doentes internados ou em ambiente de Serviço de Urgência. Obrigatoriedade, ainda, de utilização de respirador P2 por parte de profissionais de saúde em procedimentos geradores de aerossóis.
Na questão do internamento, é aumentada a capacitação em ADR-Internamento, alocando os Setores C e D de Medicina Interna a doentes com Gripe e o Setor B para doentes COVID, com flexibilidade de camas; são ocupadas as camas disponíveis em Especialidade Médicas para internamento de doentes não-respiratórios, após esgotamento das camas de Medicina Interna; alocação da enfermaria de Cirurgia C (26 camas) e de Ortopedia A (12 camas) para internamento adicional de Medicina Interna; e alocação de 8 camas de Ginecologia para o Serviço de Ortopedia.
A atividade cirúrgica convencional e de ambulatório, de adultos, a realizar no Bloco Operatório Central, é, também, diminuída, devendo ser programados apenas os doentes para cirurgia eletiva prioritária e muito prioritária e urgência diferida. Os diretores dos serviços cirúrgicos devem, ainda, articular-se com as direções do BO e do Serviço de Anestesiologia, no sentido de ajustar os recursos necessários à programação prevista. Nas UCA de Viseu e Tondela deverá ser mantida a plena atividade de cirurgia ambulatória.















