Se há um movimento artístico que toda a maioria das pessoas gosta, esse estilo é a Pop Art. Pelas cores, pelas formas, pela facilidade de entendimento, pela ligação aos objetos, às figuras e imagens, a Pop Art é realmente muito apelativa.
Na realidade, ela impõe-se como um ponto de viragem relativamente aos movimentos antecedentes, como o Expressionismo Abstrato ou o Informalismo que despromoviam demasiado a relação entre o objeto artístico e as pessoas, uma vez que apelavam bastante à subjetividade e a um complexo exercício de entendimento.
Este movimento artístico surge nos finais da década de 50 em Inglaterra, alcançando o seu apogeu nos anos 60 nos Estados Unidos. Usando uma linguagem facilmente compreendida por todos, cujos temas faziam parte de uma cultura e de uma sociedade de consumo, a Pop Art usa os seus símbolos e signos, que vai buscar aos jornais, publicidade, à banda desenhada e ao cinema. Decerto quase todos reconhecem Andy Warhol como o seu expoente máximo, no entanto existem muitos outros artistas que também se destacaram neste tipo de linguagem plástica, com particularidades próprias e abordagens bastante interessantes.
Muito mais se poderia dizer sobre a Pop Art, no entanto, hoje pretendo assinalar dois acontecimentos que tiveram lugar no passado mês de julho: o aniversário de David Hockney e o morte de Claes Oldenburg, ambos figuras proeminentes da Pop Art.
Começando por David Hokney, que fez no passado dia 9 de julho 85 anos, dividiu a sua vida entre Inglaterra e os Estados Unidos, vivendo na Califórnia, onde na década de 60 é muito influenciado pela cultura de Hollywood. Toda a sua obra acaba por ser bastante condicionada pelas cores e luz dos locais onde permanece. Mais escura e sombria, tons verdes e castanhos, quando está em Inglaterra, alegre e colorida quando está nos Estados Unidos.
A obra que vos apresento, talvez um pouco influenciada por estes quentes dias de agosto chama-se “A Bigger Spash” e tem uma forte ligação ao “The American Way of life”.

“A Bigger Splash” (1967) David Hockney
Acrílico sobre tela. 243.8 cm x 243.8 cm
Tate Britain – Londres, Inglaterra
No passado dia 18 de junho faleceu Claes Oldenburg, escultor norte-americano de origem sueca.
Se numa primeira análise para muitos o nome é praticamente desconhecido, provavelmente a sua obra não. É de sua autoria a pá de jardim de grandes dimensões que está instalada na entrada dos jardins de Serralves (que realizou em co-autoria com a sua ex-mulher Coosje van Bruggen). Estou certa que muitos a reconhecerão. Claes Oldenburg ofereceu-nos um novo olhar sobre os objetos do quotidiano, deu-lhes um novo destaque e importância, tornou-os importantes na nossa vida.
«A minha intenção é fazer um objeto quotidiano que escape da definição», disse o artista numa entrevista ao jornal New York Times.

Jardins da Casa de Serralves
Obras ímpares, artistas únicos.
















