Viseu: Arqueólogos afirmam que nenhum troço da muralha afonsina foi demolido

20/03/2021 18:49

Na passada quinta-feira, 18 de março, a vice-presidente do Município de Viseu, Conceição Azevedo, confirmou aos meios de comunicação social, que “houve demolição parcial da muralha afonsina, que, na altura, “desconhecia-se ser” parte do troço histórico.

Uma informação que vem, agora, ser contrariada pelo Polo Arqueológico de Viseu: “nenhum troço daquela estrutura secular foi demolido durante as obras que se estão a realizar no Centro Histórico”.

“Aliás, foi a presença de uma equipa de Arqueologia, exigida por lei e pelo Município de Viseu, que, durante a demolição das construções mais recentes, permitiu a identificação e preservação de mais um achado arqueológico de enorme valor”, esclarecem.

A obra “previa a demolição das construções que existiam no local: duas casas, muito arruinadas, construídas entre a 2ª metade do século XIX e os inícios do século XX, com acesso a partir da Rua Cónego Martins e logradouro acessível a partir da Travessa D. Zeferino. […] Durante a demolição verificou-se que parte das construções do século XIX/XX tinham sido construídas diretamente sobre um troço da Muralha Afonsina, aproveitando a construção mais antiga como alicerce e parede”, acrescentam.

Os arqueólogos confirmam, assim, que, apenas aquelas construções foram demolidas. A autarquia viseense salienta que foram estes trabalhos de remoção das paredes do século XIX/XX, que permitiram identificar e manter todo o troço da Muralha Afonsina e realizar “uma escavação em torno desta construção, com vista a recolher informação que permitisse caracteriza-la mais detalhadamente”.

“Estes trabalhos de Arqueologia (que) permitiram colocar a descoberto um troço da Muralha Afonsina com dois lances que formam uma esquina: um com orientação norte-sul com 6,65m de comprimento, 1,80m de largura e 2,45m de altura máxima preservada, (a sul do qual ainda se pode observar a continuidade da muralha embutida no edifício vizinho); outro com orientação este-oeste, com 3,83m de comprimento e 3,80m de altura máxima preservada”, afirma o Polo Arqueológico de Viseu.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *