Venda de Bolo Podre sofre quebra de 60% nas vendas devido à pandemia

31/03/2021 10:19

É o segundo ano consecutivo que, devido à pandemia, a venda de Bolo Podre ou Bolo de Azeite sofre quebra nas vendas.

Este bolo é geralmente mais vendido na altura da Páscoa mas as vendas estão a sofrer quedas superiores a 50% no distrito de Viseu. O responsável da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro de Castro Daire destacou à agência Lusa que “houve uma quebra significativa, notória. Estamos a falar de uma quebra na ordem dos 60%”.

Adérito Ferreira realçou também à Lusa que o Bolo Podre é um Bolo tradicional da Páscoa que sofreu uma quebra nas vendas pelo segundo ano consecutivo, principalmente porque, devido ao estado pandémico atual, não há circulação de pessoas. Um grande número de pessoas deslocava-se, nesta altura, a Castro Daire com o principal objetivo de comprar o típico Bolo Podre, mas também eram muitos os que, ao passarem por Castro Daire, faziam uma paragem para comprar o bolo para os seus familiares e amigos.

A Estrada Nacional 2 atravessa a Vila de Castro Daire fazendo com que um grande número de pessoas passe diariamente pela cidade, mas, devido às medidas de confinamento, este número foi bastante reduzido. A juntar a esta diminuição, este ano também não ocorreram as típicas feiras tradicionais como a Feira Ibérica da Guarda, a Bolsa de Turismo de Lisboa ou o Festival do Pão, onde o Bolo Podre era alvo de destaque.

A presença nas feiras, segundo Adérito Ferreira, “mantinha vivo o desejo de saborear ” este iguaria. Para responder às novas necessidades, foi criada uma parceria com a Casa do Concelho de Castro Daire, em Lisboa, para que a comunidade castrense que aí viva e não se possa deslocar à sua terra natal, consiga saborear este bolo tradicional. Já foram efetuadas mais de 200 encomendas de bolos no local, sendo que parte do transporte é assegurado pelo produtores. Devido às suas dimensões, ” um dos fatores que pesa na comercialização do Bolo Podre é a embalagem e o transporte”.

O bom resultado desta iniciativa poderá “servir de fermento para alargar a outras zonas do país” realçou Adérito Ferreira, reconhecendo que não haverá lucro nesta iniciativa que é realizada principalmente para “manter vivo o Bolo Podre e a identidade do território”.

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