Rebelo Marinho com dupla estreia, no próximo domingo, em Sátão

23/03/2023 11:36

“O Guião das Almas”, com apresentação de Paulo Neto, e “Elias, o macaquinho de rabo pelado” são as mais recentes obras do escritor e comentador Rebelo Marinho, a serem lançadas, no próximo dia 26 de março, pelas 15h30, no salão dos Bombeiros Voluntários de Sátão.

Durante tarde terá, ainda, lugar a representação de “A Ementa das Almas” e a atuação musical de Inês Figueiredo, com a colaboração de Ema Almeida.

Rebelo Marinho nasceu em Luanda, a 27 de setembro de 1955, de onde veio, com 5 anos, depois de os pais, assustados com a guerra no Congo belga, futura República do Congo, terem vendido o colégio que tinham na cidade.

Professor aposentado do Ensino Secundário e com uma carreira de 40 anos como dirigente local e nacional dos Bombeiros Voluntários, Rebelo marinho foi finalista do curso de Direito, na Universidade Clássica de Lisboa, que não concluiu, tendo, posteriormente, terminado a licenciatura em Ensino, na Variante de Estudos, Ciências Económico-Sociais. Atualmente, escreve regularmente em plataformas digitais regionais, ‘Rua Direita’, ‘Rádio Alive’, ‘Viseu Now’ e ‘Jornal do Centro’.

Segundo nota da editora: «As serranias, os mares graníticos, os tojos, as giestas, e as estevas são a fonte de inspiração para os livros que escreve, à lareira ou sob o doce alpendre, no recanto plácido da sua residência, que quer discreta e isolada da espuma dos dias.»

Depois de ter editado “O Carteiro”, em 2018, “O Bastardo”, em 2021, e “Gentes da nossa terra”, em 2022, surgem, agora, “O Guião das Almas” e “Elias, o macaquinho de rabo pelado”, a primeira na modalidade da literatura infanto-juvenil.

Sinopse de “O Guião das Almas” 

Afonso e Adelaide, casados e sem filhos, decidem lançar mão de todos os estratagemas para alcançarem a descendência, por que tanto ansiavam, mas que o aparelho reprodutor de cada um não permitia atingir.

Sem rebuço, e obcecados, percorrendo montes e vales, encontram na pobreza alheia a melhor forma de concretizarem os seus sonhos, e na maldade requintada a melhor forma de os esconder.

Nesses trabalhos reservados, encontram uma desventurada pastora, desamigada do companheiro, que, à conta de tratar os males dos rebanhos, Afonso engravida, garantindo assumir a paternidade da criança, o seu sustento, e deixar-lhe a herança, com uma singular condição, que a mãe aceita. Dessa relação familiar só poderá ter conhecimento pelo pai biológico, anos passados depois de ter atingido a maioridade, e já acolhida em sua casa, como criada.

A criada adolescente e vivaça que, em má hora, e desconhecendo ser sua filha, se vem a apaixonar pelo patrão. 

Rejeitada, e despeitada, decide vingar-se, começando, no dia do homicídio de Adelaide, um penoso caminho de ajustes de contas, aproveitamentos e traições, que continuou numa atribulada e rendosa passagem pela capital, passou pelo regresso forçado à aldeia, e terminou na prisão, onde, orgulhosa, mas envergonhada, se suicidou.

Do amor ao despeito, passando pela autoria de uma sucessão de homicídios pensados e surpreendentes e pelo conhecimento duro e tardio da paternidade, já a cumprir pena, ficaram, para o final, gestos singelos de uma bondade inesperada, vindas de um ser sem escrúpulos, que a vida calcou e queimou, e que poderia ter sido diferente na sua natureza, se, no tempo certo, houvesse sabido de toda a verdade.

Só no conhecimento de Afonso, ficou um segredo por revelar: pai e filha iguais nos propósitos, apartados nos motivos. Perdão e misericórdia, merecia Maria da Luz, que matara por paixão cega, impiedade e severidade justificava ele, que assassinara por vingança.

Mas, já com Maria da Luz desaparecida do mundo dos vivos, uma lenda contava que um ogre, na escuridão e no silêncio do cárcere, descarregara na antiga criada e nos restantes reclusos, os recalcamentos sexuais de uma vida, fazendo, afinal, com que a maldade, que parecera impermanente, reganhasse forças, e sobrevivesse à morte.

Mas as lendas não passam daquilo que são. Lendas…

Sinopse “de Elias, o macaquinho de rabo pelado”

“Elias, o macaquinho de rabo pelado” é a história de um macaquinho que as circunstâncias da vida fizeram o melhor amigo de Inês, passando a acompanhá-la para todo o lado, mesmo no período da pandemia, depois de ter sido raptado por um homem com o coração no sítio errado, quando a menina, filha única, não tinha mais com quem brincar. Com um conteúdo lúdico e pedagógico, é uma homenagem do autor à sua neta Inês, que é, juntamente com Elias, uma das protagonistas da história.


Subscreva a nossa Newsletter Informativa

Receba as novidades todas as semanas no seu email.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *