As águas do Rio Varosa, enquadradas por uma ponte românica medieval, criaram um recanto de beleza única no distrito de Viseu. Mais uma sugestão, desta vez no concelho de Tarouca, apresentada por Rufino Queirós, Presidente da Junta de Freguesia de Mondim da Beira.
Este é um destino de lazer fluvial de destaque no concelho de Tarouca. Fale-nos um pouco da sua origem.
Apesar de ser conhecida como praia fluvial, esta é, na verdade, uma zona de lazer não vigiada. Trata-se de um entancamento artificial do rio, feito, se não me engano, nos anos 80, e de um espelho de água com alguns metros quadrados. Uma das particularidades é a existência de rochas à volta da água, onde geralmente as pessoas se deitam. Ao longo dos anos, o espaço foi sofrendo várias transformações. De momento, temos casas de banho, dois grelhadores e mesas feitas em pedra. Existem ainda uns passeios à volta da praia, também em pedra redonda do rio. Foi lá igualmente construído um bar, que só funciona na época de verão. Adianto já que, no próximo ano, a área vai ser intervencionada outra vez. Vai surgir um bar novo e vão ser acrescentadas mais pedras à zona circundante. A água é muito límpida, podendo mesmo ver-se o chão e os peixes a nadar, as trutas e os bordais. Além disso, é potável. Já fizemos análises várias vezes e posso atestar que é própria para consumo humano, isto é, pode-se beber, estando em conformidade com a Lei Nacional da Água. Esta praia é também uma das poucas abrigada por uma ponte românica, não se sabe bem se do século XIII ou XIV. É um cenário surpreendente, pois alia construções seculares a edificações recentes.
Qual é a capacidade da praia?
Não lhe posso precisar, pois a praia não é circunscrita e tem vários acessos. Ela tem uma entrada principal próxima do bar, mas depois as pessoas podem, igualmente, aceder à agua em diversos pontos ao longo do rio. Daí que seja didil dar-lhe a capacidade concreta. Posso, contudo, dizer que é um espaço amplo com amieiros e sombras. Temos ainda aquelas pedras enormes onde as pessoas se deitam para tomar banhos de sol. É tudo muito natural.
Quem são os vossos principais banhistas?
A nossa praia nunca fecha, está aberta todo o ano. Somente o bar é que que tem aqueles três meses normais de funcionamento: junho, julho e agosto. Curiosamente, a praia serve mais a população de fora do que a nossa, apesar da nossa ir lá sempre. Mas, por exemplo, se temos 50 pessoas de Mondim, somos capazes de ter lá 100 pessoas de fora, das aldeias vizinhas e de concelhos ao redor, como Lamego, Régua, Tarouca e Moimenta da Beira. Agora não, pois estamos numa período crítico, mas, em outros anos, veem-se muitas famílias a deslocarem-se lá durante toda a semana. Nesta altura, também é recorrente a presença de emigrantes.
Que outros pontos turísticos destaca na vizinhança?
Nós somos um concelho com 100 km2 e nesta pequena área temos muitas atrações turísticas. Há o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas e o de São João de Tarouca. A ponte fortificada da Ucanha, que servia no passado para controlar e cobrar a passagem sobre o rio, é algo que os forasteiros não podem também deixar de visitar. Existe ainda o Arco da Paradela e a Igreja velha de Mondim. Tudo bons motivos para passar, ficar e voltar a Mondim da Beira, em articular, ao concelho de Tarouca, em geral.
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