Patrícia Portela sucede a Paula Garcia na Direção Artística do Teatro Viriato

05/02/2020 18:06

Patrícia Portela é a nova diretora artística do Teatro Viriato, sucedendo a Paula Garcia que deixa o seu lugar para abraçar um novo desafio profissional. Profunda conhecedora do Teatro Viriato é uma das artistas que tem marcado presença assídua na sua programação, Patrícia Portela é reconhecida nacional e internacionalmente pela singularidade da sua obra, tendo recebido por ela vários prémios.

Criadora de espetáculos como Flatland, Wasteband, Por Amor e Parasomnia e autora de várias obras literárias, tem circulado com o seu trabalho, regularmente, pela Europa e pelo mundo, estabelecendo relações com várias instituições culturais internacionais. A viver entre Portugal e Bélgica, fixar-se-á em Viseu a partir de 01 de março deste ano.

A Direção do Centro de Artes do Espetáculo de Viseu – Associação Cultural e Pedagógica (CAEV) – entidade responsável, desde 1998, pela gestão e programação do Teatro Viriato – considera que a escolha de Patrícia Portela e o seu profundo conhecimento do Teatro Viriato permitirá garantir a continuidade do mesmo. Paula Garcia, enquanto autora do projeto artístico em vigência, financiado quer pela Direção Geral das Artes, quer pela Câmara Municipal de Viseu, manter-se-á como presidente da Direção do CAEV.

A Direção do CAEV, assim como toda a equipa do Teatro Viriato, aproveitam ainda para, publicamente, desejar votos de sucesso a Patrícia Portela. Agradecem ainda a dedicação, empenho e profissionalismo sempre manifestados por Paula Garcia, desde 1999, com particular distinção desde que assumiu a direção do Teatro Viriato, contribuindo, inequivocamente, para o reconhecimento desta instituição cultural no panorama nacional e internacional.

Biografia de Patrícia Portela (1974)

Autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica. Concluiu uma licenciatura em Realização Plástica do Espetáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa; tem um mestrado em Cenografia e Dramaturgia do Espaço pela Universidade de Utrecht e pela Central Saint Martins – University of the Arts de Londres; uma pós-graduação em Teatralidade e Performatividade pelo Arts Performance and Theatricality de Antuérpia; concluiu um estágio em Som, Edição e Documentário na European Film College of Cinema em Ebeltoft, Dinamarca; tem um mestrado em Filosofia pela Universidade de Leuven e encontra-se a concluir o doutoramento em Artes e Multimédia pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Circula com regularidade pela Europa e pelo mundo.

É reconhecida nacional e internacionalmente pela peculiaridade da sua obra, e recebeu por ela vários prémios (dos quais destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian para Flatland I em 2005; e menção honrosa para Wasteband em 2004; o Prémio Teatro na Década para Wasteband em 2003; o Prémio Revelação dos Críticos de Teatro em 1998 ou a menção honrosa para a Trilogia Flatland, em 2006).

Autora de vários romances e novelas como Para Cima e não para Norte (2008), Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE) ou Dias úteis (2017, considerado pelas revistas Sábado e Visão um dos melhores livros do ano), entre outros, todos com a chancela Editorial Caminho. Participou no prestigiado 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 (onde também residiram os prémios nobel Orhan Pamuk ou Mo Yan) e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City no mesmo ano. Foi uma das 5 finalistas do primeiro Prémio Media Art Sonae 2015 com a sua instalação Parasomnia com a qual continua a circular pelo mundo, foi a primeira bolseira literária em Berlim da Embaixada Portuguesa na Alemanha em 2016 e foi uma das primeiras bolseiras das novas bolsas literárias da DGlab com uma obra a ser publicada este ano. Leciona atualmente Dramaturgia e Imagem na Escola Superior de Teatro e Cinema ao 3º ano de interpretação e design de cena e com regularidade em lugares como a Universidade do Minho, o Forum Dança, em Portugal, ou a Universidade de Antuérpia, ou a escola de escrita em Curitiba, no Brasil, entre outros espaços de formação de performance alternativos.

É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e na radio Antena 1 no Fio da Meada às terças feiras.

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