A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), em comunicado, manifesta total solidariedade com os médicos que procuram trabalhar nas «zonas mais carenciadas da região Centro», designadamente nos cuidados de saúde primários.
«O Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões tem 12 mil utentes sem médico de família, quase 10 mil só na cidade de Viseu. Seriam necessários mais 11 médicos de família, mas o Ministério da Saúde só abriu 3 vagas e nenhuma na cidade de Viseu, precisamente, onde é mais sentida esta necessidade», alerta Carlos Cortes, Presidente da SRCOM.
Carlos Cortes fala, ainda, das carências em Leiria: «Seriam necessários 30 médicos de família, informação que foi enviada ao Ministério da Saúde, mas foram apenas atribuídas 8 vagas. É, manifestamente, insuficiente».
O líder da SRCOM aponta o dedo ao Ministério da Saúde, por considerar que «tem feito uma gestão incompetente dos recursos humanos e tem sido o principal obstáculo à fixação dos médicos no Serviço Nacional de Saúde. Perante a desadequação do mapa de vagas, a SRCOM apela ao Ministério da Saúde para corrigir os erros cometidos e permitir que os médicos possam ficar nas zonas mais carenciadas na região Centro e permanecer a trabalhar no SNS».
















