No segundo de cinco dias em que decorre a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o projeto intermunicipal de ecoturismo cultural, criado pelos municípios de Tarouca e Lamego, foi apresentado por Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego e José Damião, Vice-Presidente de Tarouca.
Este caminho, que ligará os concelhos de Tarouca e Lamego num corredor verde com cerca de 42 quilómetros de percurso pedestre, irá desde o Mosteiro de São João de Tarouca até ao Douro, trajeto que os monges da Ordem de Cister faziam.
Financiado a 65% pela ‘Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior’, do Turismo de Portugal, este é um projeto que representa um investimento total de 457 956,24 euros.
O Presidente da Câmara Municipal de Lamego aproveitou a ocasião para esclarecer o objetivo deste projeto: «Apresentamos um projeto que não é um caminho de passadiços. Tem havido alguma confusão em relação a isso. É um caminho para circular com pés no chão, com pés na terra, percorrendo o nosso património, as nossas quintas, os nossos locais de tradição».
Para o autarca, este trajeto significa experimentar «a nossa gastronomia, os nossos vinhos, os nossos espumantes. Tudo aquilo que há cerca de mil anos fazia com que os Monges de Cister descessem de S. João de Tarouca até ao Douro, aos locais onde já na altura cultivavam a vinha e produziam os vinhos que vieram a ser conhecidos em todo o mundo como o Vinho do Porto».
Já José Damião diz tratar-se de um orgulho, colaborar com o Município de Lamego num projeto desta magnitude: «Enquanto Município, sem qualquer vergonha, mais pequeno, mais pobre, sinto uma ligação enorme a um território que se chama Lamego. É para nós um orgulho sermos fronteira de Lamego, partilharmos a história com Lamego».
O Vice-Presidente de Tarouca adianta ainda que este caminho «haverá de ser, para o Norte, não o Caminho dos Monges, mas, efetivamente, o caminho. No Norte, só há um caminho. O Caminho dos Monges».
















