Depois de dois meses encerrados ao público devido ao covid-19, os Museus retomaram a sua atividade e procuraram atrair público. Agosto trouxe um balanço positivo, com mais segurança e visitantes portugueses.
Desde a reabertura a 18 de maio, do Museu Nacional Grão Vasco e do Museu do Quartzo, em Viseu, houve um aumento progressivo no número de visitantes.
Odete Paiva, diretora do Grão Vasco, explica que trata-se de um aumento “tímido nos últimos dias de maio e junho”, e em julho já se sentiu “um crescimento”. Em agosto, “os números foram superiores a 2018 e perto dos de 2019. Conseguimos atingir cerca de 7 mil visitantes esse mês”, acrescenta.
A responsável do Museu do Quartzo, Teresa Vieira confirma a mesma realidade: “No mês de agosto tivemos cerca de 1170 visitantes, o que até superou um pouco os números de 2019, em igual período”. A explicação deve-se ao “facto das pessoas aderirem mais ao turismo local”.
A diretora do Museu Grão Vasco adianta que, maioritariamente, o público é português, e que a origem dos visitantes estrangeiros, sofreu alterações em 2020: “Habitualmente temos mais franceses e ingleses, agora tivemos um acréscimo significativo de alemães”. Este espaço registou ainda um aumento da procura por agências de viagens, e “a Rota Nacional 2 foi muito utilizada este verão e trouxe também muitos turistas portugueses ao museu”, informa Odete Paiva.
Já no Museu do Quartzo, as atividades “estão mais restritas, mas em julho tivemos «Os oleiros de Santa Luzia». Uma iniciativa dos serviços educativos, que teve bastante adesão. Para que as visitas sejam possíveis, tivemos de criar algumas regras, como por exemplo, limitar o acesso ao espaço a um máximo de dez pessoas”, explica Teresa Vieira.
Com o início da época escolar, Teresa Vieira acredita que o número de visita ao Museu do Quartzo retomará a normalidade, já que durante o ano, recebem várias visitas de estudo. O mesmo acontece no Museu Nacional Grão Vasco, onde já existem reservas, por parte de escolas, a partir do mês de outubro.
















