Cerca de dez jovens portugueses estão retidos num hotel em Arequipa, a segunda maior cidade do Peru. Dois deles são do Sátão.
Ao Porto Canal, Francisco Santos, um dos satenses, diz que a Embaixada Portuguesa afirma não «ter como ajudar» e que «estão por sua conta e risco». Os jovens são colegas do curso de medicina da Universidade de Coimbra, terminaram os seis anos de curso e realizaram o exame final e decidiram fazer uma viagem de duas semanas: uma semana no Rio de Janeiro e outra no Peru.
Tudo começou, no passado fim-de-semana, numa viagem de autocarro, entre Lima e Arequipa, onde seguiam os sete jovens portugueses. Iam em excursão pelas cidades, quando rebentaram os conflitos associados à destituição do presidente do Peru, Pedro Castillo. Permaneceram parados numa fila, dentro do autocarro, «durante 50 horas», afirmou Francisco Santos.
Ainda ao Porto Canal, o jovem revela que chegaram «a um ponto em que estavamos desesperados». Passados «três dias finalmente conseguimos chegar a uma cidade. Com todos os esforços, que isso implicou, com todos os riscos, sempre a gastar o nosso dinheiro. Tivemos mesmo que subornar manifestantes e taxistas para o conseguirmos».
«Agora estamos bem, num hotel», onde acabaram por encontrar mais «três turistas portuguesas, que também estão presas», acrescenta.
Nas redes sociais são muitos os apelos para ajudar estes jovens.
//Porto Canal, Lusa e Redação// Foto: © Getty Images
















