IPMA apela ao reforço das medidas preventivas face ao agravamento do tempo nas próximas 72 horas 

25/03/2024 17:21

De acordo com a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se, para as próximas 72 horas, precipitação, vento, agitação marítima e queda de neve.

A precipitação, por vezes forte e persistente, poderá ser de granizo e acompanhada de trovoada, a partir de quarta-feira, dia 27 de março. Quanto ao vento, espera-se por vezes forte nas terras altas e no litoral oeste com rajadas até 80km/h, ao final da tarde do dia 25 de março. Ainda, vento com rajadas de 100 km/h nas terras altas, em especial na Serra da Estrela, no dia 26 de março; e vento predominando de sudoeste, com rajadas até 85km/h a partir da tarde do dia 27 de março, nas regiões Norte e Centro, podendo ser superiores a 90 km/h nas terras altas.

Ao nível da agitação marítima, será forte com ondas de noroeste na costa ocidental, agravando durante a tarde, do dia 26 de março, atingindo 6 a 7 metros a norte do Cabo Carvoeiro (altura máxima de 12 metros). Prevê-se, igualmente, queda de neve nas terras altas, em especial do Norte e Centro, descendo a cota gradualmente para os 600/800 metros, podendo também ocorrer queda de neve nas serras de São Mamede e de Monchique, na madrugada e manhã do dia 26 de março. 

Atendendo à alteração das condições meteorológicas, com previsão de precipitação, vento, agitação marítima e queda de neve, é expectável: piso rodoviário escorregadio devido à possibilidade de acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água; possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente não se verifica; dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis; possíveis acidentes na orla costeira devido à forte agitação marítima; ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro; possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia; danos em estruturas montadas ou suspensas; e desconforto térmico na população devido à descida acentuada da temperatura mínima. 

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente: 

– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias; 

– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas: 

  • verificação do estado dos pneus e respetivas pressões; 
  • transporte e colocação das correntes de neve nos veículos; 
  • assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas; 
  • nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário; 
  • garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento; 
  • providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos. 

– Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais; 

– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira; 

– Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve; 

– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; 

– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança. 

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