O físico e matemático Sir Isaac Newton, que viveu entre o séc. XVII e XVIII, descreveu alguns princípios da natureza entre eles a 3ª lei de Newton: princípio da acção e reacção. Ou seja, na física, para toda a acção existe uma reacção. Da mesma forma, quando damos uma chapada numa mesa, é esperado que nos doa a mão; quando bebemos água, é esperado que deixemos de ter sede; e quando o vento sopra é esperado que as árvores abanem. E com as vacinas passa-se o mesmo. Quando administramos uma vacina numa pessoa ou num animal, espera-se uma reação no corpo.
Mas afinal o que é uma vacina?
O termo vacina deriva do latim Variolae vaccinae que significa varíola da vaca. No final do séc. XVIII, o médico britânico Edward Jenner experimentou, com sucesso, administrar (vacinar) pessoas com uma variante mais fraca do vírus da varíola bovina. Assim, ao preparado que contém antigénios (isto é, vírus ou bactérias, inteiros ou fragmentos, mortos ou vivos) que são administrados a pessoas ou animais chama-se vacina.
E o que é a vacinação?
A vacinação, é o acto de administração da vacina. Outros termos podem ser usados para se referir a este acto, como inoculação ou imunização.
Existe(m) risco(s) em não ser vacinado?
Em cada acção que temos no nosso dia-a-dia existe um ou mais riscos associados. Enquanto conduzimos um carro, existe o risco de podermos ter um acidente. Contudo, se usarmos o cinto de segurança reduzimos o risco de nos aleijarmos em caso de acidente. Se viajarmos para um país onde haja febre amarela, podemos contrair essa doença, mas se tomarmos atempadamente a vacina contra a febre amarela, o risco de isso acontecer diminui. O mesmo se aplica em relação ao Covid-19. Se eu estiver com alguém infetado e não estiver vacinado, o risco de ficar doente é maior do que aquele a que estaria sujeito caso estivesse vacinado.
Existe(m) risco(s) em ser vacinado?
A administração da vacina vai levar o nosso corpo a reagir com a produção de anti-corpos (defesas) – efeito primário. Para além desta reação, outras podem acontecer, tais como o inchaço no local da picada, febre, dores musculares, entre outras. Estas são consideradas efeitos secundários da vacinação, vulgarmente apelidadas de riscos.
É seguro tomar a vacina contra a Covid-19?
O conceito de segurança poderá colocar-se da seguinte forma: seguro = benefício >>> risco. Ou seja, quando o benefício em tomar uma vacina (ganhar defesas) é consideravelmente superior ao(s) risco(s) (efeitos secundários), então diz-se que a vacina é segura. No entanto, é importante perceber que cada ser humano é único e individual e a análise da segurança da vacina é feita a partir de estudos com muitas pessoas. No que toca às vacinas contra a Covid-19, os estudos têm revelado segurança na sua toma. Contudo, importa referir que estes estudos têm tido menos tempo para avaliar a segurança das vacinas (menos de 1 ano) que o habitual (3-5 anos).
Em suma, quando falamos de vacinação é importante perceber o que é uma vacina, quais os benefícios e riscos em ser ou não ser vacinado, e se esta é segura (podem haver vacinas mais seguras que outras, dependendo se há mais ou menos riscos associados). Deste modo, podemos, de uma forma consciencializada e empoderada, tomar a decisão de tomar ou não determinada vacina. Não obstante, face às centenas de milhares de pessoas que morreram de Covid-19, a vacinação é uma óptima oportunidade para travar este flagelo mundial.
















