Hard Metal Fest reagendado para 5 de junho em formato ‘open air’

16/01/2021 16:06

O Hard Metal Fest, o festival deste género mais antigo do país, celebra, este ano, a sua 27ª edição. Inicialmente marcado para 16 de janeiro, e agora reagendado para 5 de junho devido à conjuntura pandémica nacional, este é, segundo José Rocha, mentor do projeto, um cartaz muito esperado. 

José Rocha, responsável pela organização do Hard Metal Fest

O Hard Metal Fest começou como uma brincadeira entre amigos e acabou por se tornar num festival de referência a nível nacional e europeu. Que sucessos destaca ao longo das edições?

Bem, acho que só o facto de se conseguir realizar um festival da dimensão do HMF numa pequena cidade do interior durante tantos anos, por si só, é um sucesso. De qualquer modo, a vinda a Portugal, pela 1ª vez, de bandas ícones mundiais dos anos 80 e 90, e para tocar especificamente em Mangualde, também foi, certamente, um marco inesquecível.

O que está na agenda para alcançar? Quais as ambições futuras?

Um passo de cada vez. Todos os anos há vontade de regressar no ano seguinte, mas, para já, tenho a meta de chegar à 30ª Edição. Até lá, queremos, se possível, manter ou aumentar a qualidade de bandas e de condições de logística.

Tem uma ideia de quantas pessoas já recebeu o festival ao longo das 26 edições? De onde é que elas são, geralmente, oriundas?

Nunca fiz esse tipo de cálculo sobre a quantidade de visitantes, mas já foram bastantes, oriundas de todo o país e também do estrangeiro. 

Este é um festival um pouco alternativo para a região. Como tem sido a recetividade/opinião das pessoas em Mangualde e até em Santo André, reduto do evento?

As pessoas já se habituaram e não tenho tido conhecimento de episódios de hostilidade ou de má receção por parte dos habitantes, muito pelo contrário, o Hardmetalfest é uma marca da cidade de Mangualde e as pessoas sabem disso.

O festival tem conseguido atrair, cada vez mais, o publico feminino e mais jovem. Como é que isso tem sido alcançado?

Isso é um facto, mas já acontece em toda a Europa. É muito normal, até, irem os pais com os filhos menores. Além disso, este tipo de festivais são eventos bastante pacíficos e divertidos, com ambientes ímpares, ao contrário do que se possa pensar, e o Rock é para todos os géneros!

Para além das ofertas de cartaz, o convívio e confraternização são também um aspeto muito importante do festival….

Sim é um facto inegável. Mangualde HMF tem, segundo muitos, o melhor ambiente dos festivais de Metal em Portugal e isso deve-se a vários fatores. No entanto, é de referir que, quem faz o ambiente é o público, nós limitamo-nos a tentar recebê-lo da melhor maneira possível, para que se sinta em casa. 

A edição deste ano estava agendada para 16 de janeiro, com um dos destaques sendo a estreia em Portugal da banda Iron Angel. Com as mudanças e restrições em curso, com o que é que os amantes do Hard Metal Fest vão poder contar?

À partida, contarão com o mesmo cartaz. Não tivemos, para já, nenhuma desistência e, mesmo com mais dificuldades, optámos por não alterar o elenco. Infelizmente, vivemos este período de incertezas e tivemos de adiar para junho, em formato ‘open air’, para que 2021 não ficasse sem nenhuma edição e porque há, também, muita ansiedade em ver este cartaz o mais rápido possível. No entanto, não podemos ignorar o que se passa à nossa volta e apesar de estar marcado para 5 junho, não será nada fácil de realizar, pois, em primeiro lugar, há outros valores mais importantes. 

Na sua opinião, como está a saúde do Metal em Portugal? 

O Metal, em Portugal, respira saúde, no que toca a edições de discos. Devido à impossibilidade de planearem tours e concertos, as bandas concentraram-se mais em ensaios de novo material, o que perfaz que surjam mais discos, de forma mais rápida. De resto, como é óbvio, vários clubes e salas estão a passar uma enorme crise, pois não têm espetáculos, assim como as promotoras de eventos.

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