Escola de Hotelaria e Turismo Douro-Lamego incentiva à confeção de receitas com matérias-primas locais

09/02/2022 17:45

Os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo Douro-Lamego, no âmbito do módulo de Desenvolvimento de Produtos Gastronómicos, desafiou os alunos a criarem receitas com matérias-primas locais.

Os estudantes de Gestão e Produção de Cozinha aliaram a história da alimentação e as técnicas de cozinha, de forma a criarem novas receitas. A escola, em comunicado, avança que os alunos «desenharam a elaboração de novas receitas tendo, como base, a utilização da castanha, das partes menos nobres do porco e do arrobe. Este último, feito com o mosto do vinho, considerado um adoçante natural desde o período da presença romana em Portugal, terá sido o elemento que mais curiosidade provocou entre os alunos, não só porque não conheciam o sabor e textura, como consideraram um excelente estímulo a utilização de um produto doce na elaboração de um prato principal».

«A sugestão de utilização das partes menos nobres do porco partiu da intenção de estimular o menor desperdício possível num dos animais que maior consumo tem em Portugal. Outrora, do porco, tudo se aproveitava numa espécie de agradecimento pelo sacrifício do animal. As vísceras, o rabo, as orelhas e os pés eram base para a elaboração de petiscos e refeições saborosas. Nesse contexto, foi desenvolvido com os alunos receituário versátil onde estes elementos estiveram presentes de forma muito saborosa. De realçar que foi tido em conta a atratividade do prato de forma a estimular o consumo», explica, ainda, a instituição.

Já os estudantes de Gestão e Produção de Pastelaria tiveram como desafio juntar os sabores do arrobe, da laranja e da amêndoa. «Surpreendente foi a versatilidade das soluções apresentadas e o cuidado com o sabor. Partindo de soluções mais ligadas à contemporaneidade ou à tradição conseguiram-se excelentes resultados que poderão ser apresentadas no futuro da restauração duriense».

«Num esforço de reciprocidade entre a EHT Douro-Lamego e a região que a envolve e que lhe serve de berço, procurou-se contribuir positivamente para o reforço de soluções no âmbito de turismo gastronómico, já que o arrobe poderá ser um elemento a desenvolver e a implementar numa região com tanta força no âmbito vitivinícola. A utilização do arrobe poderá constituir uma nova forma de ligar a produção vinícola à refeição que os turistas poderão usufruir nos restaurantes locais, ao mesmo tempo que revela um aproveitamento sustentável de um subproduto do vinho», é avançado.


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