A vontade de reivindicar por mudanças estruturais ao nível do ensino público fez-se sentir, desde cedo, em Viseu, à semelhança do resto do país.
Cerca de 30 docentes agregaram-se, a partir das 08h15, esta quinta-feira, em frente à Escola Secundária de Viriato, numa manifestação com eco a nível nacional. Organizada, exclusivamente, pelos professores da instituição, a concentração não teve a intervenção de sindicatos.
Segundo uma manifestante presente, o objetivo da concentração «foi mostrar que os professores estão juntos e a lutar pela Escola Pública. Os professores defendem que é essencial lutar pelos seus direitos como trabalhadores e lutar pela Educação de qualidade para todos os alunos.»
Protestos também puderam ser vistos, durante a manhã, à porta da Escola Secundária do Viso. Em causa estão várias questões como a municipalização; o Conselho Local de Diretores Intermunicipal; o recrutamento e gestão por perfis; o «roubo» de tempo de serviço docente; o atual sistema de avaliação com quotas para o 5º e 7º escalão; o excesso de trabalho burocrático; a gestão escolar não democrática; o excesso de alunos por turma que leva ao aumento da indisciplina e à impossibilidade de garantir uma aprendizagem de qualidade.
Manifestações e greves generalizadas do género têm, no entanto, levantado questões acerca da sua legalidade e das consequências na aprendizagem dos estudantes, devido à interrupção das aulas e dos conteúdos leccionados.
















