A Comunidade Intermunicipal do Douro avançou com uma ação judicial contra a instituição bancária Caixa Geral de Depósitos (CGD), apresentada na passada segunda-feira, 23 de agosto, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela. Esta ação resulta de uma uma posição tomada por unanimidade pelos dezanove autarcas que constituem a CIMDOURO, e em representação dos seus 183 866 habitantes.
Em comunicado, a CIMDOURO justifica a medida “face à constatação da redução do serviço prestado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) em alguns balcões no território da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIMDOURO) e esgotadas todas as tentativas de diálogo, quer com a administração da CGD, quer com o Ministério das Finanças (que tutela a mesma)”
A Comunidade Intermunicipal, presidida pelo autarca de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago, acrescenta que “os municípios da CIMDOURO não aceitam as dificuldades que a CGD (um banco de capitais inteiramente públicos e com um papel fundamental e insubstituível para o desenvolvimento do país e das populações) tem colocado aos seus clientes abandonando-os e estão frontalmente contra esta desqualificação, que é mais um passo no desmantelamento de um serviço público essencial às populações deste território já de si despovoado, envelhecido e de baixa densidade”. Na nota, pode ainda lar-se que a “CIMDOURO também não entende a ausência de resposta ao pedido de audiência ao Ministro das Finanças, que tutela a CGD.”
A CIM Douro compreende os concelhos de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Coa e Vila Real.
















