Adaptada à conjuntura que vivemos, o Banco Alimentar Contra a Fome inicia, esta quinta-feira, a sua campanha de recolha de alimentos. Desta vez, os donativos podem ser feitos através do portal online www.alimentestaideia.pt ou utilizando os vales disponíveis nas caixas dos supermercados.
“Este ano vamos ter duas frentes de campanha. Uma delas, junto das grandes superfícies comerciais, que é a campanha vale. Decorre no Intermarché, Lidl, Pingo Doce, Mini Preço, Auchan e Continente. A outra frente é a online, onde as pessoas que não querem sair de casa, podem entrar no site www.alimentestaideia.pt, onde têm a possibilidade de comprar o produto, escolhendo depois qual o banco alimentar, a quem pretende doar o produto. No mesmo site, existe a possibilidade de deixar, ainda, um donativo, para quem não quer selecionar um alimento”, explica Fátima Ribeiro, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu.
Ainda sobre a campanha vale, que decorrerá entre os dias 26 de novembro e 13 de dezembro, Fátima Ribeiro explica que “as pessoas que vão às compras, por estes dias, quando estão a pagar, dizem ao operador de caixa, que pretendem adquirir um vale de arroz, massa, azeite, ou o alimento que pretendem doar. Posteriormente, esses vales são convertidos em alimentos e enviados para o Banco Alimentar”.
Especificamente, na superfície comercial «Continente», a campanha decorre, juntamente, com uma da Cruz Vermelha, na qual, cada instituição fica com 50% de uma doação. Situação que não se verificará nos dias 28 e 29 de novembro, em que as doações serão, exclusivamente, para o Banco Alimentar.
A responsável no distrito de Viseu teme que estas alterações, na forma como o BA promove a sua campanha de recolha de alimentos, possam traduzir-se numa redução das doações, quando comparado com os anos anteriores.
“A campanha saco, com a presença de voluntários, é sempre mais forte. Porque tem mais peso e visibilidade, não passando despercebida. Esta campanha sendo online e sem voluntários poderá ter alguma repercussão. Mas, também, sabemos que estamos a chegar ao natal, e este será muito diferente para muitas famílias, por isso temos uma grande esperança que as pessoas sejam solidárias”, acrescenta Fátima Ribeiro.
Antes do surgimento da COVID-19 em Portugal, o Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu, através das 97 instituições com quem tem protocolo, já apoiava mais de seis mil pessoas. Nos últimos meses, a procura por ajuda subiu. Segundo, Fátima Ribeiro, através da Rede de Emergência alimentar houve 1 044 novos pedidos de ajuda, somando os 700 que chegaram através das instituições protocoladas.
A Presidente do Banco Alimentar, em Viseu, apelou à contribuição de todos: “Gostaria de pedir e apelar a todos, que não deixem de dar o seu donativo, porque toda a ajuda é bem-vinda. A nossa ajuda poderá ter repercussões na vida de alguém. A situação que estamos a atravessar é gravosa, com muitas pessoas a passarem dificuldades. Devemos dar a nossa contribuição, para que todos tenham um com abundância alimentar”.
Na compra de máscaras reutilizáveis, também pode ajudar o Banco Alimentar Contra Fome de Viseu
O grupo viseense «Goucam» lançou uma campanha solidária, através da venda de kits de máscaras.
Cada kit tem oito máscaras reutilizáveis, certificadas com o nível 2, dão para 15 lavagens, e têm um custo de 10 euros. Parte do valor reverte para o Banco Alimentar de Viseu.
















