No próximo fim-de-semana vamos novamente exercer o nosso dever cívico: votar.
Ao longo da campanha eleitoral fomos assistindo a debates, muitas vezes parcos de conteúdos e interesse, repletos de ataques pessoais e demagogia. Pouco ou nada se falou de Cultura. Após dois anos de Pandemia o discurso deveria ser diferente…
Tive curiosidade em procurar saber um pouco mais sobre as ideias e compromissos expressas nos programas eleitorais dos diferentes partidos. A maioria assume um compromisso em relação a esta área, prometendo um reforço no apoio às artes e à criação artística, na valorização e conservação do património… Espero que sim. Também aguardo que, pelo menos, seja atingida a meta de 1% do orçamento do estado para este setor e que o Estatuto dos Profissionais da Cultura seja efetivamente implementado.
Espero que o próximo governo combata a precariedade, os tão falados “falsos recibos verdes” assim como os contratos de curta duração, e ofereça uma verdadeira proteção social aos trabalhadores. Desejo por um programa de investimento na área cultural, nas suas diversas vertentes, sem assimetrias geográficas e que no interior existam estratégias de dinamização de um setor tão fundamental para a coesão social e para a qualidade da nossa democracia.
Mantenho a esperança que, quem for eleito, não esqueça os seus compromissos e que compreenda que a Cultura, apesar do seu pequeno tamanho, sete letras apenas, encerra uma imensidão de significados e conceitos, todos eles relacionados com a construção da nossa identidade como povo e como nação… É ela que nos distingue e torna únicos!















