Infelizmente existem muitos idosos em situação de isolamento social, nomeadamente em localidades distantes das sedes de concelho. Por razões profissionais e/ou por opção pessoal, os seus filhos e netos encontram-se a residir em outras localidades do nosso país ou são emigrantes, mantendo apenas o contacto permanente por via das novas tecnologias, quando possível ou acessível.
Uma grande maioria destes idosos vivem na tristeza da perda do marido ou da esposa, aumentando assim a sua carência afetiva e emocional. Por razões naturais da idade, começam a faltar determinadas faculdades físicas, entre outras, pelo que aumentam as necessidades de apoio a um público que se encontra em situação de vulnerabilidade.
É necessário criar programas de atividades, promovidos pelos Municípios, pelas Juntas de Freguesia e/ou por Organizações locais, visando um acompanhamento permanente/semanal, evitando a “degradação” emocional de pessoas que merecem a nossa atenção, o nosso respeito e consideração.
Também é importante analisar as condições de habitabilidade das pessoas idosas, nomeadamente ao nível do conforto, segurança e bem-estar. É fundamental melhorar as reformas, mas sem nunca descurar o apoio a potenciais obras nas suas habitações, com a garantia de mais e melhor qualidade de vida.
Às vezes basta apenas uma pequena conversa, o acompanhamento a uma consulta ou às compras, uma atividade de lazer, para transformar a vida destas pessoas em mais felicidade.
As dinâmicas sazonais são boas, mas são insuficientes. Em todas as localidades do nosso país, devem ser criadas equipas técnicas de apoio permanente aos idosos, com a definição de um plano estratégico de atuação no domicílio.
Devemos fazer aos outros aquilo que um dia alguém deve fazer por nós.
Michael Batista















