A arte de construções de pedra seca na Serra do Caramulo foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de salvaguarda urgente. A decisão foi publicada em Diário da República a 13 de outubro, na sequência de uma proposta do Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I. P.
O processo foi liderado pelo Município de Tondela, em conjunto com os municípios de Vouzela, Oliveira de Frades, Mortágua e Águeda, cujos territórios abrangem também a Serra do Caramulo.
A inscrição reconhece a importância desta arte para a identidade das comunidades locais e destaca a necessidade de preservar os conhecimentos e técnicas tradicionais, atualmente sujeitos a riscos que ameaçam a sua continuidade.
A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, considera que esta distinção contribui para valorizar um elemento ainda presente na paisagem serrana, visível em muros agrícolas, palheiros, espigueiros, casas, caleiros e levadas.
O município pretende agora avançar com a candidatura das construções de pedra seca do Caramulo à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, procurando integrar a prática numa classificação internacional já existente.
Esta é a terceira manifestação cultural do concelho de Tondela a integrar o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, depois da Festa das Cruzes do Guardão, inscrita em janeiro de 2025, e do Processo de Produção do Barro Negro de Molelos, reconhecido em abril do mesmo ano.
















