Na noite de Sexta-feira Santa, 3 de abril, milhares de fiéis participaram na Procissão do Enterro do Senhor, em Viseu. Um momento que foi presidido pelo Bispo de Viseu, D. António Luciano e que
saiu da Igreja dos Terceiros em direção à Catedral.
Esta celebração, organizada pela Ordem Franciscana Secular de Viseu, que recria o sepultamento de Cristo após a sua crucificação, continua a ser uma das expressões mais intensas de fé cristã da Semana Santa, na cidade de Viseu. Além da imagem de Cristo morto, transportado no esquife, foram também na Procissão andores de Nossa Senhora das Dores, de Maria Madalena e de São João Evangelista. O
cortejo foi acompanhado pela Banda Filarmónica de Ribafeita.
Na Catedral foi vivido o momento solene, solenizado pelo Grupo Lopes Morago, tendo Cristo sido simbolicamente sepultado. O Sermão da Soledade foi feito pelo Bispo, que pediu aos fiéis que abram o coração à Páscoa da Ressurreição e rezem pela paz no mundo.
«Caminhámos hoje em silêncio, acompanhando o Senhor no mistério da sua morte. A procissão que realizámos não é apenas um ritual que marca o calendário, é um caminho de fé, de dor e de esperança. É o nosso coração que segue com Cristo até ao sepulcro. Peço-vos que abram o vosso coração à Páscoa da Ressurreição», apelou.
«No Corpo de Jesus, descido da cruz, vemos todos os que sofrem, choram, se sentem desprotegidos e abandonados. Nele reconhecemos também as nossas próprias falhas, pecados e fragilidades. Mas saibamos que Ele ressuscitou por nós e o seu amor permite-nos levantar e continuar, mesmo quando parece que não há esperança», sublinhou.
O Bispo apelou aos presentes que rezem pela paz no mundo. «Olhemos para o nosso mundo ferido, doente, mergulhado em trincheiras de guerra e de morte, que diante do avanço das ciências e das novas tecnologias, usadas negativamente, resultam em guerras sangrentas, que dizimam a vida humana e a riqueza dos povos», lamentou o Bispo.
Ao referir-se a Maria, «imagem de todas as mães que choram pelos seus filhos», o Prelado destacou que «diante da morte de Jesus e da sua sepultura e confortados pelas lágrimas de Maria, somos chamados a acreditar que a esperança nasce da certeza de que o amor de Cristo é para todos, sem exceção: um amor que salva, cura e renova».
No final, a procissão regressou à Igreja dos Terceiros, presidida pelo Reitor Cónego Jorge Seixas, com os respetivos andores.
Além de um elevado número de fiéis, participaram também na Procissão diversas irmandades, sacerdotes, acólitos, escuteiros, elementos da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana, dos Bombeiros Municipais e Voluntários, bem como várias entidades autárquicas e civis.














