ARTIGO DE OPINIÃO: Mulher

24/03/2022 18:30

Há mulheres na nossa vida que não esquecemos. Caminham ao nosso lado ao longo da vida, ajudam-nos quando precisamos, orientam-nos quando é necessário, indicam-nos caminhos, e mesmo quando partem, a sua presença preenche-nos a memória. Não quero com isto dizer que todas as memórias sobre as mulheres das nossas vidas sejam boas… Não, às vezes não são. Mas temos que aprender a lidar com elas e seguir em frente, pensando que também nós seremos a companhia na vida de alguém.

Apesar de terem passado alguns dias desde 8 de março, não posso deixar de assinalar esta data. Claro que tudo o que podemos dizer ou pensar sobre a mulher não se encaixa nas 24 horas desse dia… Nestes tempos conturbados temos que nos lembrar, não só das mulheres das nossas vidas, mas também outras que todos os dias lutam pela sua liberdade e pelo seu futuro. Muito já foi conquistado, mas há ainda muito para fazer. Se hoje apoiamos e compreendemos as mulheres que saem da Ucrânia, que fogem da guerra, em busca de segurança, procurando proteção para os seus filhos, também não devemos esquecer as mulheres Sírias que tentam sobreviver a 11 anos de conflito, os receios das mulheres Afegãs…

De facto, há mulheres que não esquecemos e outras que não deveriam ser deixadas ao esquecimento, próximas de nós ou mais afastadas, mulheres cujos nomes o tempo até pode apagar, mas que fazem parte da vida de alguém.

Hoje deixo-vos uma pintura de Maria Primachenko, pintora Ucraniana, que nos deixou pequenos momentos da sua vida, materializados em representações coloridas, de uma alegria impar que vale a pena descobrir.

"Talvez essa guerra nuclear seja amaldiçoada", de Maria Primachenko, 1978
Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *