Esta quarta-feira, 30 de março, tomou posse o XXIII Governo Constitucional, no Palácio Nacional da Ajuda.
Depois de António Costa, chefe de Governo, ter sido empossado, seguiram-se os 17 ministros e os 38 secretários de Estado.
A primeira a tomar posse, a seguir ao chefe do Executivo, foi Mariana Vieira da Silva, como ministra da Presidência, cargo que exercia no Governo anterior. Licenciada em Sociologia, passa a ser o número dois da hierarquia do Governo, com pasta como o Planeamento, que gere e coordena os fundos europeus e executa o Plano de Recuperação e Resiliência; e a Administração Pública, que neste executivo perde o estatuto de ministério.
Tomou posse, de seguida, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho doutorado em Ciência Política, que ocupava o cargo de ministro da Defesa.
A ministra da Defesa, Helena Carreiras, licenciada em Sociologia, ocupa pela primeira vez um cargo até aqui ocupado por homens.
Licenciado em Relações Internacionais e mestre em Estudos Africanos, José Luís Carneiro tomou posse como ministro da Administração Interna.
Catarina Sarmento e Castro é a atual ministra da Justiça, tendo desempenhado funções de secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes. É doutorada, mestre e licenciada em Direito.
O novo ministro das Finanças, Fernando Medina, vem suceder João Leão.
Também Ana Catarina Mendes, a nova ministra dos Assuntos Parlamentares, foi empossada.
Seguiu-se António Costa e Silva, que assume a pasta do ministério da Economia e Mar. Engenheiro e professor universitário, o novo ministro sucede a Pedro Siza Vieira e Ricardo Serrão Santos.
Pedro Adão e Silva seguiu-se, tomando posse como ministro da Cultura. Licenciou-se em Sociologia e tem doutoramento em Ciências Sociais e Políticas pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença.
O lugar de ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior foi ocupado por Elvira Fortunato, doutorada em Engenharia de Materiais.
João Costa tomou posse, de seguida, como ministro da Educação. Tem doutoramento em linguística.
Ana Mendes Godinho ocupou o lugar de ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
O ministério da Saúde mantém-se com Marta Temido.
Duarte Cordeiro, que passa a ministro do Ambiente e da Ação Climática, tendo sido secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares foi o seguinte a tomar posse.
Seguindo-se Pedro Nuno Santos, que se mantém ministro das Infraestruturas e da Habitação.
Também Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, toma posse, cargo que já desempenhava.
Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, foi a última a ser empossada.
A cerimónia ficou marcada, a seguir, pela tomada de posse dos 38 secretários de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa discursou, de seguida, frisando que «é neste parcialmente outro mundo, desde já a buscar a paz, que começamos um novo ciclo em que o mandato do Governo empossado vai praticamente coincidir com o mandato dos autarcas eleitos em outubro e o meu mandato, que termina daqui a muito pouco, daqui a menos de quatro anos». Reforçou que os portugueses elegeram a maioria absoluta que suporta o Governo e afiança que «na maioria absoluta, cabem todos os diálogos de interesse nacional, com todos: partidos, parceiros, setores sociais, económicos, culturais, políticos».
O primeiro-ministro discursou de seguida, dizendo que o seu novo executivo terá uma atitude de «coragem e ambição» mesmo se confrontado com «tormentas e tempestades», adiantando que o programa do Governo será aprovado na quinta-feira.
















