A autarquia de Viseu lançou no passado dia 7 de outubro, os concursos de apoio a projetos culturais e artísticos independentes, ao abrigo do programa VISEU CULTURA. As candidaturas decorrem até 8 de novembro e o município disponibiliza orçamento com 800 mil euros de financiamento direto.
Criado em 2017 para estruturar os apoios municipais à cultura independente e fomentar o ecossistema artístico e criativo local, este instrumento organiza-se em quatro linhas: “Programar” (vocacionada para apoio a festivais e eventos), com 450 mil Euros de orçamento; “Animar” (orientada para iniciativas de animação cultural de sítios de interesse patrimonial), com 150 mil euros; “Criar” (com a finalidade de apoio criações artísticas não integradas em eventos), com 100 mil euros; e “Revitalizar” (destinada a projetos de rejuvenescimento e revitalização de manifestações da cultura tradicional e popular local), com 100 mil euros.
O Presidente da autarquia, António Almeida Henriques explica que a Câmara Municipal «mantém assim a regularidade e a estabilidade do seu sistema de apoios à cultura local, permitindo a organização do próprio setor artístico e criativo, o fomento à atividade independente e a definição da agenda anual de eventos a tempo do próximo ano».
«Este modelo de financiamento garante não só a estabilidade do setor e da agenda cultural, como transparência e universalidade no acesso e a fixação de talentos artísticos e competências de produção cultural», acrescenta Almeida Henriques.
No âmbito do programa VISEU CULTURA foram aprovados e financiados nos últimos três anos, 134 projetos, com apoios financeiros diretos de 2,4 milhões de euros, acrescidos de 575 mil euros de apoios indiretos. A este financiamento junta-se ainda os cerca de 1,2 milhões de euros atribuídos para a programação e funcionamento do Teatro Viriato. O valor total ascende a mais de 4 milhões de euros.
«Esta política robusta tem sido um contributo fundamental para radicar em Viseu um ecossistema artístico e criativo, gerar emprego qualificado no setor cultural, construir uma agenda diferenciada e contínua ao longo do ano, convertendo Viseu num dos polos culturais mais relevantes e dinâmicos do país», finaliza Almeida Henriques.
Já o Vereador da Cultura, Jorge Sobrado, sublinha que, para 2021 «serão valorizados projetos de criação artística que se enquadrem no tema anual ‘Viseu, Cidade-Jardim’, a primeira assinatura de promoção cultural e turística da cidade, dos anos 30 do século passado, da responsabilidade do Capitão Almeida Moreira. A temática destina-se a explorar os binómios concetuais Cultura/Natureza, Homem/Ambiente, Cidade/Campo e definirá a agenda de programação cultural do Município, assim como a sua estratégia de promoção turística e marketing territorial».
Jorge Sobrado reforça ainda a importância do programa, tendo em conta que «os projetos financiados pelo programa VISEU CULTURA representam, anualmente, mais de 50 por cento dos espetáculos ao vivo no concelho, sendo responsáveis por um novo pulmão de criação artística. Nestes três anos, foram realizadas mais de 100 criações artísticas, nos diferentes domínios disciplinares».
O júri é presidido pelo Vereador da Cultura, Jorge Sobrado, e constituído por personalidades de vários quadrantes da cultura, como Ana Carvalho (ex-subdiretora Geral das Artes), Agostinho Ribeiro (ex-diretor do MNGV e do Museu de Lamego), Ana Isabel Strindberg (Diretora da Portugal Films e programadora do Indie e Doc Lisboa), Carlos Pimenta (encenador, ator e programador).















