Turismo no Centro de Portugal gera mais receitas: proveitos crescem 5,8% em setembro

05/11/2026 18:18

A atividade turística no Centro de Portugal voltou a crescer em receitas em setembro, num ritmo claramente superior ao da procura. Os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico da região atingiram 61,1 milhões de euros, um aumento de 5,8% relativamente ao mesmo mês de 2025, enquanto as dormidas cresceram 0,8%, para 870.633.

A evolução das receitas é acompanhada pelo crescimento de outros indicadores de valorização da atividade turística. Em setembro, o RevPAR, indicador que mede a receita por quarto disponível, aumentou também 4,5%.

«Estes resultados são muito relevantes porque mostram que estamos a conseguir aumentar o valor económico gerado pelo turismo na região. O nosso objetivo não é medir o sucesso da atividade apenas pelo número de pessoas que nos visitam ou pelas dormidas, mas também pela riqueza que deixam nos territórios, nas empresas e nas comunidades. O crescimento de 5,8% dos proveitos em setembro é, por isso, um sinal encorajador», sublinha Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.

O mercado nacional voltou a assumir um papel determinante neste desempenho. Os residentes em Portugal geraram 496,8 mil dormidas no Centro de Portugal em setembro, mais 6,9% do que no mesmo mês de 2025. No acumulado dos primeiros nove meses, as dormidas do mercado nacional aumentaram 1,3%, para mais de 4 milhões, representando 61,6% do total da procura turística da região.

Entre os mercados internacionais, Espanha, o principal mercado externo do Centro de Portugal, voltou também a apresentar uma evolução positiva. Os turistas espanhóis foram responsáveis por 83,6 mil dormidas em setembro, um crescimento de 2,9%. No acumulado de janeiro a setembro, Espanha soma cerca de 652 mil dormidas na região, mais 1% do que no mesmo período de 2025.

«A evolução do mercado nacional e de Espanha é muito importante para o Centro de Portugal. São dois mercados fundamentais para a região e estes números confirmam a importância de continuarmos a apostar na proximidade, na diversificação da oferta e na promoção de experiências que convidem a descobrir diferentes territórios ao longo de todo o ano. Ao mesmo tempo, estamos a trabalhar ativamente junto de outros mercados internacionais, nos quais queremos reforçar a notoriedade e a capacidade de atração do Centro de Portugal», acrescenta Rui Ventura.

No conjunto dos primeiros nove meses de 2026, os estabelecimentos de alojamento turístico do Centro de Portugal registaram 6,518 milhões de dormidas, menos 1,95% do que no mesmo período de 2025. A diferença reflete ainda o impacto dos primeiros meses do ano, particularmente difíceis para a região, que a recuperação progressiva da atividade turística tem vindo a atenuar.

Em sentido inverso, os proveitos mantêm uma trajetória claramente positiva. Entre janeiro e setembro, as receitas do alojamento turístico atingiram 438,2 milhões de euros, mais 2,34% do que os 428,2 milhões registados no período homólogo de 2025. Ou seja, apesar de a procura acumulada permanecer ligeiramente abaixo do ano anterior, o setor gerou cerca de 10 milhões de euros adicionais em receitas.

«É esta evolução que queremos consolidar. Depois de um início de ano particularmente difícil para a região, estamos a recuperar e, sobretudo, estamos a conseguir transformar a atividade turística em mais valor. Queremos um turismo que não cresça apenas em número de visitantes, mas também na riqueza que gera. Isso significa incentivar estadias mais prolongadas, convidar os visitantes a conhecer mais do território, valorizar os produtos e serviços locais e contribuir para o desenvolvimento das comunidades. É esse o caminho que queremos aprofundar», destaca Rui Ventura.

Os indicadores relativos aos gastos efetuados com cartões estrangeiros reforçam esta tendência. Entre janeiro e setembro, estes gastos atingiram 688,9 milhões de euros no Centro de Portugal, mais 6% do que no mesmo período de 2025. O comércio concentrou 361,8 milhões de euros, seguindo-se a restauração, com 149,3 milhões, e o alojamento, com 102 milhões de euros. Embora estes movimentos não correspondam exclusivamente a despesas turísticas, a sua evolução constitui um sinal favorável da atividade económica associada ao consumo internacional no Centro de Portugal.

«Este dado é igualmente significativo porque mostra que o impacto económico do turismo se estende muito para além do alojamento. Chega à restauração, ao comércio e a muitas outras atividades locais. É precisamente este efeito multiplicador que torna o turismo tão importante para a economia e para a coesão dos territórios do Centro de Portugal», conclui Rui Ventura.


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