A empresa do grupo Stellantis, sedeada em Mangualde, entra esta segunda-feira, dia 2 de maio, em lay-off com um prazo de 6 meses. Este regime pode ser interrompido caso haja condições para retomar a produção.
A direção justifica esta decisão com a instabilidade no mercado e a falta de componentes eletrónicos: «Não vamos estar seis meses parados. Estaremos a trabalhar consoante a disponibilidade das peças», revela Sofia Canez, responsável de comunicação do grupo.
«O lay-off é, normalmente, pago a dois terços e nós aumentámos a retribuição para os 80%», acrescenta a empresa.
Telmo Reis, membro do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras do Centro Norte, confessou à Dão Digital que não entende esta decisão e que, por parte da empresa, não lhes foi explicada a situação atual.
Neste período de lay-off, sempre que a fábrica de automóveis parar, os cerca de 900 funcionários irão receber apenas 80% do salário. Perante esta deliberação, Telmo Reis mostra-se descontente, referindo que «O sindicato continua a não entender o porquê do lay-off normal, quando há empresas no distrito de Viseu a aplicar o lay-off e com pagamento a 100% aos trabalhadores.».
A Dão Digital contactou a Comissão de Trabalhadores para ficar a perceber as negociações realizadas nas últimas semanas, porém não obteve resposta.
Errata
Na redação da notícia em causa transmitimos erradamente uma informação, ao referir que a Dão Digital não tinha obtido resposta da empresa Stellantis, quando a obteve. O Viseu Now apresenta publicamente as mais sinceras desculpas aos leitores, à Dão Digital e à empresa Stellantis, pelo lapso.
















