Hora de ficar a conhecer mais um espaço fluvial convidativo no distrito de Viseu. O nosso entrevistado é Mário Morgado, Presidente da Junta de Freguesia de Touro, em Vila Nova de Paiva.
A zona de lazer em Touro é uma espécie de 3 em 1. Fale-nos um pouco dos diversos espaços.
O Parque Urbano da Freguesia de Touro nasceu há cerca de 12 anos, na perspectiva de reabilitar uma zona no centro da aldeia, após o abandono das hortas e o desaparecimento dos pequenos produtores. A Câmara Municipal e Junta de Freguesia foram responsáveis pela empreitada, transformando o que antigamente já era também uma zona balnear, as Lameiras. O espaço, atualmente, é dividido em três: a zona para banhos, que chamam de praia fluvial, o polidesportivo e, depois, do outro lado da ponte, o recinto da nossa Feira do Fumeiro. Aquele local é também utilizado para as festas de verão, pequenos eventos, e é onde se encontra o Parque Infantil. Do lado da praia, existe uma zona de churrasco e mesas para que quem nos visita desfrute ainda mais do espaço e permaneça mais tempo. É verdadeiramente uma área multifuncional, onde se pode passar umas belas tardes.
Quantos ocupantes pode receber a área?
Não lhe consigo dizer um número em concreto, mas sei que cabe muita gente. A zona balnear já é mais pequenina, mas, mesmo assim, tem muito espaço. Quase todos os habitantes à volta acabam por se deslocar regularmente aqui e usufruir do espaço. Para ter uma ideia, Touro é uma freguesia que tem por volta de mil residentes e é constituída por outras aldeias, sendo elas Adomingueiros, Laje Gorda, Viduinho, Póvoa, Cerdeira e Avesseira. É, portanto, uma localidade grande, com 50km2 e temos que ter capacidade e equipamentos para que as pessoas se sintam bem. Posso ainda acrescentar que além de elevada, a nossa lotação é também diversificada. Recebemos crianças, jovens, adultos e idosos. As crianças tendem a aproveitar o rio, a praia e o parque infantil. Os jovens vão, muitas vezes, jogar futebol para o polidesportivo, apesar de agora estar encerrado, e os mais velhos preferem os bancos à sombra.
Mas, além desses visitantes locais, há outros?
Sim, claro. Nesta altura de férias, por exemplo, os emigrantes aproveitam muito o parque. Temos também forasteiros que, ao realizarem caminhadas pela freguesia, acabam por parar lá, descansar, e aproveitar o espaço para refeições.
Com todas as medidas de segurança recomendadas, como tem sido o comportamento geral?
É um excelente espaço para que as pessoas, mesmo com as regras impostas dela Direção Geral da Saúde e pelo Governo, estejam à vontade, porque o Parque têm uma área considerável onde é possível manter o devido distanciamento. E, felizmente, de forma geral, toda a gente tem respeitado. Mesmo com a chegada dos emigrantes, têm sempre cumprido as regras e tem se visto muita cordialidade.
Voltando ao edificado do Parque, ainda há planos no horizonte?
Sim. O Parque não está concluído a 100% e tem tido um desenvolvimento contínuo, uma vez que também temos de nos ir adaptando às necessidades dos tempos. Em 2019 interviemos com uma nova calçada na área da Feira do Fumeiro. Este ano, era para termos concluído o recinto de fitness para desporto ao ar livre, o que não veio a acontecer devido ao Covid. Contudo, temos já a pré-instalação, só falta mesmo por as máquinas. Existe, igualmente, um projeto de prolongamento do parque urbano e da praia fluvial que consiste em uni-los ao parque de lazer do Vale Tejoso, também no Touro, criando um parque natural. Futuramente, esse parque natural será dinamizado com outras valências como parque de autocaravanas e parque de campismo. Com a Rota do Caldeirão, a requalificação do antigo caminho dos moleiros, onde outrora se moía o milho e o centeio, está também no plano. Uma candidatura que estamos igualmente a preparar para os fundos comunitários envolve a zona da Eira, uma reabilitação de palhais para albergues.
Que mais salienta na região, para quem vos visita?
Destaco o Caldeirão, que é o seguimento do rio, uma zona de cascata, onde há moinhos antigos, parque de merendas e onde as pessoas podem dar um mergulho e desfrutar das águas limpas do Rio Côvo. Depois temos as cortes antigas, o gado e o que chamamos os pardieirinhos. Acrescento as nossas capelas, porque o Touro é terra de tradição de culto religioso, como a de Santo Antão, a capela de São Francisco, a de Santo António, a da Senhora do Amparo, não esquecendo, é claro, o Santuário do Senhor da Boa Sorte.
















