A Câmara Municipal de Tondela iniciou esta semana as reuniões de trabalho que levarão à criação do futuro Plano Estratégico Educativo Municipal (PEEM).
O anúncio foi feito, esta sexta-feira, 28 de abril, pelo vice-presidente da autarquia e vereador com o pelouro do ensino, na abertura do Seminário de Educação promovido pelo município e que este ano é subordinado ao tema “(Trans) formar o presente”.
«A Educação constitui uma das áreas mais estruturantes e com maior impacto para o desenvolvimento do município e, por essa razão, é fundamental trabalharmos no sentido de construir uma visão estratégica e um plano de ação que promova a qualidade do ensino no concelho», afirmou o autarca.
«A aposta do município na elaboração do PEEM vai contribuir para reforçar o território de Tondela como espaço de educação com qualidade, mas também de inovação e desenvolvimento do município e das suas pessoas, antecipando os desafios e oportunidades futuras», acrescentou.
Na construção do plano, garantiu João Carlos Figueiredo, será ouvida não só a comunidade educativa (alunos, pais e professores), como a sociedade civil (associações juvenis, membros das forças de segurança, CPCJ, agentes culturais, entre outros), isto com o objetivo de ser criada uma estratégia «a uma só voz e um plano de ação ambicioso».
«Com a participação de todos serão identificados os eixos estratégicos de desenvolvimento, nomeadamente “Sucesso Educativo”, – os diferentes Domínios de Intervenção o Bem-Estar Alunos e Professores, Tecnologias Digitais, Transição para a Vida Ativa e os respetivos Projetos que os concretizam», explicou.
A Câmara assegura que «a autonomia das Escolas designadamente no que se refere à sua dimensão pedagógica e as políticas educativas” será mantida, acrescentando-se, no quadro do processo de delegação de competências, “a visão e ambição do município relativamente ao posicionamento e papel da Educação para o desenvolvimento do território”».
«Desejamos que o Plano Estratégico Educativo Municipal de Tondela se constitua como o compromisso do Município para com a população que aqui reside e trabalha e pretende ser um instrumento agregador dos contributos da comunidade educativa para a definição de políticas educativas municipais», frisou.
Perante uma plateia composta na maioria por professores, o vice-presidente da Câmara de Tondela disse ainda que o Seminário de Educação decorre «num período onde os desafios diários se mostram intensos e constantes».
Recordando que a 1 de abril do ano passado, os municípios passaram a receber novas competências na área da educação, João Carlos Figueiredo lamentou que esta delegação de poderes tenha ocorrido «sem que fosse disponibilizado qualquer auto de receção das mesmas».
«O mesmo é dizer que o nosso único guião para podermos responder ao solicitado, era a legislação publicada. Sem edições anotadas. Mesmo com um guião sem anotações e, como se veio a provar, sem diretrizes claras e definidas, fizemo-nos ao caminho», contou, salientando que neste processo a autarquia nunca esteve sozinha, tendo contado com a ajuda dos diretores dos dois agrupamentos de escolas do concelho.
«Tendo plena consciência que ainda há contributos de melhoria a realizar, o percurso já efetuado leva-nos a concluir que estamos a realizar passos na direção correta. Com a colaboração e paciência de todos num trajeto em que estamos permanentemente a aperfeiçoar práticas e métodos que nos levem a caminhar cada vez mais juntos», sustentou.
O Seminário de Educação “(Trans) formar o presente” realiza-se esta sexta-feira e no sábado (28 e 29 de abril) no Auditório Municipal de Tondela.
O primeiro dia fica marcado pela intervenção do reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, que falará sobre “Transformar o presente, libertar o futuro”. Já amanhã, sábado, o antigo ministro da Justiça Laborinho Lúcio participa no painel “Educar para (o) quê”.
















