O projeto “Ainda estou aqui”, de Tiago Lima, venceu a 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, uma iniciativa promovida pelo Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), o Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa) e o Teatro Viriato (Viseu).
Ainda estou aqui pretende explorar a ideia de devoção ao entretenimento que, associada ao individualismo dos nossos tempos, explica que a solidão pode atingir qualquer um. Tiago Lima escreve e encena este espetáculo, que contará com interpretação e música ao vivo de Bruno Ambrósio, Eduardo Frazão, Miguel Raposo e Rodolfo Major.
Criada em 2018, em homenagem à atriz e encenadora Amélia Rey Colaço, pelo seu importante papel na História do Teatro Português, a Bolsa Amélia Rey Colaço, atribuída anualmente, visa apoiar jovens artistas e companhias emergentes, promovendo a renovação da criação teatral portuguesa.
Com um prémio pecuniário de 22.000€, esta Bolsa de criação destina-se a apoiar a produção do projeto vencedor, que terá ainda acesso a várias residências artísticas. O espetáculo “Ainda estou aqui” será apresentado nos quatro espaços parceiros desta iniciativa.
A 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço recebeu 74 candidaturas, cerca do dobro em relação ao número de projetos candidatos na edição anterior. O júri, composto por Magda Bizarro (Teatro Nacional D. Maria II), Patrícia Portela (Teatro Viriato), Rui Horta (O Espaço do Tempo) e Rui Torrinha (Centro Cultural Vila Flor), selecionou 12 destes candidatos para entrevista. Os projetos de Bestiário, Daniel Gamito Marques, Diana Narciso e Rita Delgado, Diogo Freitas/Momento – Artistas Independentes, João Abreu, João Ventura/Fadas e Elfos – Associação Cultural, Leonor Buescu, Miguel de Riba, Raquel S, Sara Inês Gigante, Tiago de Faria/Teatro Manga e Tiago Lima foram os 12 selecionados para esta fase.
Após as entrevistas, o júri elegeu “Ainda estou aqui”, de Tiago Lima, como projeto vencedor da 3ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, juntando-se assim aos espetáculos Parlamento Elefante e Aurora Negra, vencedores das anteriores edições da Bolsa
Tiago Lima dedica-se ao ‘teatro do real’, corrente artística que se baseia na verdade e na história do que ficou registado. Esta espécie de teatro parte de materiais concretos, como entrevistas, documentos, depoimentos, e ficciona, ou não, a partir do levantamento dos materiais. Neste género não podemos esperar encontrar personagens ou enredo. Trata a realidade e tenta investigar a vida de uma ou mais pessoas.















