De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se para as próximas 48 horas um agravamento das condições meteorológicas, nomeadamente chuva, vento e agitação marítima, segundo comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Para este sábado, dia 7, está prevista precipitação, por vezes forte e persistente, no litoral a norte do Cabo Mondego, sendo o período mais crítico entre as 3h e as 12h, com acumulados entre 50 a 70 mm/12h, em especial no Minho, e entre 30 a 50 mm/12h no Douro Litoral, passando a regime de aguaceiros a partir da tarde nas regiões Norte e Centro (até 30-40 mm/12h). Há, também, possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela.
Já no domingo, dia 8, espera-se precipitação, por vezes forte e persistente, no litoral a norte do Cabo Mondego, sendo o período mais crítico entre as 9h e as 15h com acumulados entre 50 a 70 mm/12h, em especial no Minho e no distrito de Vila Real, e entre 30 a 50 mm/12h, em particular no Douro Litoral, passando a regime de aguaceiros a partir da tarde nas regiões Norte e Centro, com acumulados até 30 a 50 mm/12h.
Quanto ao vento, será de sudoeste forte (até 50 km/h), na faixa costeira ocidental e nas terras altas, com rajadas até 80 km/h, em especial no litoral Norte, rodando gradualmente para oeste a partir da tarde.
A agitação marítima também será forte na costa ocidental, com ondas de noroeste com 5 a 6 m (podendo atingir 11 m de altura máxima) a partir da tarde de sábado até ao final do dia de domingo.
De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), é ainda expectável que ocorram, nas próximas 48 horas, um aumento das afluências a várias bacias, podendo causar inundações nas zonas ribeirinhas e em zonas urbanas historicamente vulneráveis.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomenda, assim, à população que:
- garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- não se exponha às zonas afetadas pelas cheias;
- garanta uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- tenha especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e permanência nestes locais;
- adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
- não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
- não pratique atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- esteja atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
















