«Um feixe de luz irrompe pelo breu da plateia – como um farol, ilumina a penumbra. Habito este crepúsculo, antecipando. Surge um ponto de luz, fogo-fátuo misterioso, seguido de outros tantos que dançam em meu redor. Toco-lhe, falo-lhe, escondo-me. A velocidade aumenta de forma vertiginosa e o ruído instala-se. Os corpos movimentam-se sob a pressão crescente, dirigindo-se à antecipada rutura, à precipitação no vazio. Fecho os olhos e deixo-me guiar pela luz». É assim descrito o espetáculo ‘Lumina’, que convida o público a refletir sobre a rapidez, o ruído e o inconformismo na criação.
Às 21 horas, no sábado de 26 de fevereiro, o Teatro Viriato recebe este projeto, fruto do desafio lançado a Manuel Abrantes, desenhador de luz, convidado por Bestiário para a codireção artística de um espetáculo «cujo ponto de partida fosse o desenho de luz».
Aqui reflete-se sobre o excesso do contemporâneo: a velocidade, o ruído, a dicotomia natural, artificial, o orgânico, a máquina, o transumanismo, o dataísmo e a digitalização.
Os bilhetes têm um custo de 5€.















