Sernancelhe: Carlos Santos quer manter o reduto laranja, enquanto PS, CDU e CHEGA ambicionam assentos na oposição

07/10/2025 13:02

Situado na sub-região do Douro, o município de Sernancelhe, localizado no distrito de Viseu, conta com uma área de 228, 61 Kme 1 755 habitantes, contabilizados em 2021. Ao nível das divisões administrativas, no seu território, inserido nas Terras do Demo, encontram-se quatro Uniões de Freguesias (Ferreirim e Macieira; Fonte Arcada e Escurquela; Penso e Freixinho e Sernancelhe e Sarzeda) e nove freguesias (Arnas; Carregal; Chosendo; Cunha; Faia; Granjal; Lamosa; Quintela e Vila da Ponte).

Alinhados, no tiro de partida estão o atual autarca, pelo PSD, Carlos Santos; Ivo Pereira, pelo PS; a única voz feminina “chega” com o CHEGA, Beatriz Matos; e Ricardo Brites é a opção da CDU .

O vice-presidente Carlos Santos subiu ao comando do leme da autarquia sernancelhense em abril de 2024, depois da suspensão do anterior presidente, Carlos Silva Santiago, que cumpria o terceiro mandato, e que veio a assumir o cargo de deputado na Assembleia da República.  Na Câmara Municipal de Sernancelhe desde 2004, antes de chegar ao topo, foi chefe de gabinete, vereador e vice-presidente. Com um resultado recorde em 2021, a alcançar 81,89%, equivalente a 3 228 votos e à totalidade dos cinco mandatos, Carlos Santos tem uma missão exigente na liderança do PSD na Terra da Castanha. Licenciado em Matemática, o professor quer continuar a fazer um trabalho de casa com nota positiva, mas abre igualmente espaço para ideias mais pessoais. Crescer de uma forma igualitária, o que implica um reforço nos apoios às famílias, e juntas de freguesia, passando ainda pela saúde, educação e setor industrial, é a meta definida.

Da ala mais à direita, surge a estreia do CHEGA, com Beatriz Matos. A estudante de Línguas e Relações Internacionais na Universidade do Porto, cidade onde nasceu, diz trazer uma visão mais objetiva, imparcial e transparente, caso seja eleita. Aos 28 anos, quer atrair mais sangue novo para o concelho, com a estratégia a passar por incentivos municipais à instalação de empresas e negócios e ainda por apoios direcionados aos nómadas digitais e a emigrantes portugueses. Modernizar os estabelecimentos de ensino, disponibilizar mais atividades para jovens e seniores e a criação de uma Rota da Castanha anual são outras ideias avançadas pela candidata.

Conseguindo 369 votos (9,36%), há quatro anos, com Luís Lopes, o Partido Socialista apoia, este ano, o independente Ivo Pereira. O canalizador no município vizinho de Moimenta da Beira, de 53 anos, reconhece que a vitória será difícil e estabelece como meta a eleição de dois vereadores. O reforço da oposição permitirá, segundo o candidato, um debate de ideias mais democrático e uma fiscalização aos órgãos municipais mais eficaz. No rescaldo dos incêndios que devastaram a região, Ivo Pereira foca o trabalho a ser feito no ambiente e na floresta, no setor económico, na zona industrial de Sernancelhe, no turismo e no comércio local.

No fim da listagem, com 157 votos (3,98%) no último sufrágio, em 2021, e numa linha semelhante de conquistar pelo menos um lugar na oposição, a fim de enriquecer o debate democrático, está Ricardo Brites, da CDU – Coligação Democrática Unitária (PEC/PEV). O engenheiro eletrotécnico, de 33 anos, natural de Lisboa, considera que a sua voz poderá alertar para outro tipo de questões e também propor soluções alternativas. Escorando-se no flagelo dos fogos, define a agricultura como um setor onde há muito a fazer. Saúde, educação e habitação são igualmente preocupações da coligação. Fixar as pessoas no território é outra máxima. Garantir e melhorar os serviços públicos, assim como a mobilidade entre as freguesias estão entre as soluções preconizadas pelo candidato.

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