Sernancelhe: Arte pelas ruas do centro histórico com a exposição “Esperança”

09/07/2020 16:31

De 10 de julho a 10 de Agosto o centro histórico de Sernancelhe acolhe a exposição coletiva “Esperança”.

Instalações, pinturas, fotografias, esculturas ou literatura são algumas das manifestações artísticas desta exposição. Uma alternativa ao programa municipal “Ser Mais Cultura”, que iria este ano para a sua sétima edição, e que foi cancelado devido ao contexto de pandemia.

De forma a cumprir os critérios e regras da Direção-Geral da Saúde” (DGS), a mostra decorrerá nas ruas do centro histórico e terá “informações facilmente adquiridas através do telemóvel, com a aplicação “QR Code”, com toda a informação do artista e a sua perspetiva” sobre a peça que elaborou. O Município revela que pretende trazer visitantes, mas de uma forma controlada, para isso, apostou numa exposição num espaço de tempo e numa área tão alargados.

O objetivo segundo o vereador Armando Mateus, será “Trazer desde escultura, fotografia, construções, instalações artísticas, ‘street art’ ou literatura a Sernancelhe, com o propósito e o fundamento principal da dinamização e da revitalização, não de um pequeno espaço, mas de todo um concelho”.

“Os artistas que irão participar nesta exposição coletiva são todos os que participaram nas edições anteriores do ‘Ser Mais Cultura’, uma vez que os convidámos a trazerem uma visão desta fase que vivemos e daquilo que todos ansiamos que é uma esperança, uma nova oportunidade”, adiantou.

Armando Mateus referiu ainda que o Município pretende que esta exposição “não seja estática, tenha uma certa dinâmica” e, já nessa perspetiva, o município “aceitou o desafio da restauração e pequenos cafés para serem parte integrante” do circuito artístico.

“Estamos a fazer o levantamento de todos os interessados, para que possam ser salas de acolhimento daquelas obras que não podem estar expostas ao ar livre, como pintura, serigrafia e algumas fotografias”, desvendou. Obras que “requerem um espaço fechado” e, por isso, a autarquia entende que “deve ser o comércio local, a restauração, que passam por uma fase conturbada”, a acolher as obras de forma que “sejam um atrativo”.

Armando Mateus adiantou ainda que a inauguração será feita “de forma cautelosa, para evitar ajuntamentos, porque as pessoas estão desejosas de eventos” e, depois, “têm um mês, ou mais, para percorrerem as ruas, durante o dia ou a noite, porque estão muito bem iluminadas, e visitarem as obras artísticas” que estão expostas.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *