Na passada quinta-feira, 10 de fevereiro, a Polícia Judiciária avançou com a informação de ter consigo evitar um ataque planeado por um jovem estudante de Engenharia Informática, à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Esta detenção precoce foi possível graças à estreita articulação com o FBI, unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, monitoriza regularmente a dark web e sites potencialmente perigosos.
O jovem português, natural do concelho de Batalha, em Leiria, foi detetado numa das suas participações em chats, onde demonstrava o seu fascínio pelos massacres em escolas, nos EUA e declarava a sua vontade de cometer um, ele próprio.
Depois de o termo ganhar alguma relevância na sequência dos mais recentes acontecimentos, importa desmistificar confusões que possam existir. Neste sentido, compreender o que é a dark web e para o que serve, é também meio caminho para que possamos compreender melhor o trabalho realizado pelas autoridades nestes casos.
A dark web é, portanto, um conjunto de websites que se encontram ocultos, sendo apenas possível aceder ao mesmos através de um browser específico e especializado.
Segundo a Kaspersky Lab, empresa internacional de segurança virtual, «é sobretudo usada para manter a atividade na internet de forma anónima e privada, o que pode ser útil para fins tanto legais como ilegais. Há quem utilize para evitar a censura do governo ou para que os seus dados não sejam “espalhados” pela internet, mas é sobretudo conhecida por ser utilizada para atividades altamente ilegais».
A open web é, nada mais, através da qual qualquer pessoa consegue aceder à internet. Browsers como o Google Chrome, Internet Explorer ou Firefox e podem ser facilmente localizados através de motores de pesquisa. No entanto, importa referir que se trata, apenas, da chamada ‘ponta do icebergue’, uma vez que represente apenas 5% do conteúdo total da internet.
Já a deep web, é precisamente o contrário deste termo anterior: todos os conteúdos ,como bases de dados privadas e até intranets, redes internas de empresas, governos ou escolas, não são detetáveis. É utilizada por nós com a mesma regularidade com que utilizamos a open web e é precisamente nela onde se encontra a dark web, onde é possível aceder-se a conteúdos verdadeiramente perigosos e perturbadores, sendo este acesso unicamente possível através de um navegador anónimo. Este conteúdos, aos quais a maioria das pessoas comuns nunca irá aceder, estão normalmente associados a práticas ou intenções criminosas ou a conteúdo ilegal, como é o caso do chamado ‘mercado negro’.
















