Projeto ‘online’ promove retoma económica em Castro Daire

02/07/2020 11:41

Artesãos, comerciantes e empresas de interesse turístico de Castro Daire participam num projeto ‘online’, que foi lançado ontem, dia 1 de junho, com o objetivo de promover a retoma económica depois da crise provocada pela covid-19.

Segundo Lúcia Simões, mentora do projeto,“São pequenos negócios que já sobrevivem em condições normais. Em condições excecionais como estas, correm sérios riscos de ficarem descapitalizados”. Frisando que o fim desses negócios teria “um impacto brutal numa comunidade tão pequena”.

Conhecendo a realidade de Castro Daire, a empresária tinha a noção de que a maioria das pessoas que está à frente destes negócios “não tem a experiência do ‘online’, nem está habituada a encontrar estratégias”.

“No fundo, estavam habituadas a ter uma porta aberta e a haver circulação de pessoas, coisa que deixou de acontecer com a covid-19”, contou, lembrando que “não tiveram faturação durante três meses e a retoma está a ser muito lenta”.

Lúcia Simões contactou a presidente da Associação Empresarial de Castro Daire e Beiras, Marisa Pinto, e rapidamente foi desenhado o projeto “Castro Daire de coração nas mãos”, que junta artesãos, alojamento local, turismo rural, restauração e bebidas.

“Não queríamos fazer um ‘site’ descaracterizado”, explicou, contando que o objetivo era mostrar o que é Castro Daire e as suas gentes.

Nesse âmbito, foram “entrevistar as pessoas usando práticas de psicologia positiva”, fazendo perguntas que “muitas vezes levaram ao choro e ao riso”, em depoimentos emocionados.

Durante nove semanas, em www.castrodairenocoracao.pt serão publicadas as mais de 90 reportagens resultantes de entrevistas feitas durante o mês de junho a comerciantes, artesãos, responsáveis de alojamento local, de turismo rural, da restauração e de serviços de interesse turístico.

O site tem ainda uma montra representativa dos produtos que podem ser encontrados no concelho, havendo a possibilidade de fazer a compra ‘online’.

“Nestas comunidades, o que liga as pessoas umas às outras e motiva para a compra não é tanto a necessidade, mas o sentido de comunidade de que se está a ajudar o outro. Mais do que nunca, isso está a ser preciso”, frisou.

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