Presidente de Penedono adianta que «90% ou mais do território» foi consumido pelas chamas

16/08/2025 18:38

Em entrevista à Agência lusa, a Presidente da Câmara Municipal de Penedono, Cristina Ferreira, adiantou que o incêndio que tem afetado, ao longo dos últimos dias o seu concelho, queimou «90% ou mais do território».

Apesar da destruição, a Autarca acrescenta que não houve nenhuma casa afetada.

Cristina Ferreira recorda que «aquilo que era um território verde está negro, num concelho que vive da terra, da agricultura, das árvores, dos animais que ficaram sem alimento nenhum».

O concelho de Penedono tem na castanha e o azeite as suas principais atividades económicas e este incêndio teve efeitos devastadores.

«Este ano a quebra é total, porque os soutos estão todos queimados. As manchas de soutos, que é a visão que predomina no nosso concelho, estão completamente queimadas», reforçou.

Aquilo que noutros anos era a preocupação dos produtores, ou seja se a castanha tinha ou não bom calibre e se ia ser boa, este ano nem se coloca em cima da mesa, porque os soutos foram dizimados.

Cristina Ferreira acrescentou que apesar de não ter feito levantamento de prejuízos, que o incêndio deixou um resto «devastador».

No que diz respeito ao abastecimento de água, «houve algumas situações que já estão resolvidas, tal como na energia, apesar de haver ainda umas situações pontuais».

O mesmo não se pode dizer das comunicações: «Estão muito más. Eu ainda vou conseguindo falar, tenho 91 [Vodafone] e em determinados locais ainda consigo conversar, mas quem tem 96 [Meo] não consegue estabelecer comunicações».

Atualmente, não existem frentes ativas naquele concelho. Contudo, este incêndio que resulta de duas ignições distintas, a de Sátão e a de Trancoso, continua a queimar mato e floresta noutros concelhos vizinhos, como é o caso de Sernancelhe, Mêda e Moimenta da Beira.

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