A quarta edição d’Os Passeios pela Literatura traz os espetáculos de teatro, criados a partir de nomes da literatura, como é o caso de O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, que estará, no próximo dia 24 de setembro, sábado, no Largo de São Frutuoso, Póvoa de Sobrinhos, Rio de Loba.
No seguimentos das comemorações do centenário de nascimento do nobel da literatura, a 16 de novembro, o grupo Off traz para palco um conto «repleto de cor, movimento e sonho, prestando homenagem a esse enorme vulto da literatura», explica a organização.
O espetáculo terá início pelas 21h30, com uma duração de 60 minutos. É aconselhado para um público maior de seis anos de idade.
Este espetáculo foi criado a partir do conto de Saramago, que gira em torno de um homem que vai até o rei para pedir que lhe dê um barco. Ao chegar ao castelo, percebe que existem duas portas: uma delas é a porta dos obséquios, em que o monarca passa a maior parte do tempo a receber presentes dos seus súbditos. A outra é a porta das petições, onde o rei praticamente nem aparece e existe um processo muito burocrático para que se possa pedir algo ali. Mas, naquele dia, o homem estava determinado e exigiu que o rei o recebesse para que ele fizesse o seu pedido. Ao ser questionado sobre seus motivos para desejar ter um barco, ele responde que deseja encontrar a ilha desconhecida. No entanto, o homem sabia que, de acordo com os geógrafos, não havia mais ilhas desconhecidas, pois todas elas já teriam sido encontradas por alguém. Mesmo assim, ele acredita que possa descobrir uma nova. Tudo parece estar contra aquele homem sonhador: o rei não parecia disposto a lhe dar um barco, os marinheiros não aceitariam participar dessa empreitada, o mar andava agitado e os geógrafos do rei tentavam, de qualquer maneira, convencê-lo de que a aventura seria em vão, pois ele não conseguiria encontrar uma ilha que ainda não tivesse sido descoberta. A história mostra-nos essa busca do protagonista pela ilha desconhecida sobre a qual ele não sabia absolutamente nada (afinal, se soubesse algo, a ilha já seria conhecida!). No final, ele consegue encontrar a ilha, no lugar onde menos esperava.
«A adaptação do texto de Saramago para teatro foi conceptual, partindo da ideia de transformar o conto num diálogo a sete vozes que ganha força pela fisicalidade. Assim, pretende-se recriar um imaginário visual onde os movimentos ganham grande sentido e onde os adereços cénicos são metáforas das intenções», é descrito, ainda, pela organização.
CRIAÇÃO: Florbela de Sá Cunha
INTERPRETAÇÃO: Ana Raquel Romão; André Ferreira; Daniela Sofia; Francisco Poppe; Gabriela Coutinho; Margarida Quintal; Patrick Figueiredo; Rafael Lopes
MÚSICA: Sara Costeira
PRODUÇÃO: Afta
APOIO À PRODUÇÃO: Samuel Almeida e Carlos Cruchinho















