Personalidades em “choque” com morte de histórico socialista

07/04/2021 20:28

Filiado no Partido Socialista desde 1982, Jorge Coelho ficou associado à queda da ponte de Entre-os-Rios, em Castelo de Paiva, em 2001, que o levou a pedir a demissão, alegando que a culpa não podia morrer solteira.

Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu à notícia da morte do governante, em directo na SIC Notícias: “Em primeiro lugar, não posso esconder o choque do conhecimento desta morte inesperada. Ao mesmo tempo, recordar o amigo e, mais do que isso, recordar uma figura que esteve presente na vida pública portuguesa durante três décadas em várias qualidades — como governante, parlamentar, conselheiro de Estado, dirigente partidário, analista político e depois, numa fase mais recente, como gestor empresarial. E, de facto, com o seu estilo, um estilo muito próprio feito de intuição, de compreensão rápida e antecipação, às vezes, daquilo que eram as correntes da opinião pública, de perspicácia analítica, espírito combativo (às vezes, polémico), mas também de grande afabilidade e de abertura a todos os quadrantes e a todo o tipo de realidade que emergia na sociedade portuguesa”.

Também, o primeiro-ministro lamentou, há instantes, o inesperado falecimento. “Estamos todos naturalmente em choque com o falecimento surpreendente do Dr. Jorge Coelho”, começou por afirmar António Costa, visivelmente emocionado, em declarações aos jornalistas. Deixando, de seguida, “profundas condolências” à família do antigo político em seu nome e de todos os socialistas, o chefe do Governo sublinhou que “os portugueses recordarão Jorge Coelho como um cidadão dedicado ao seu país”.

Maria de Belém, ex-ministra da Saúde e ex-presidente do PS, disse, em directo na SIC, estar “devastada com a notícia trágica e horrível para todos os amigos e família”. “Jorge Coelho era um líder excepcional e eu conheci-o no primeiro governo de António Guterres e a partir daí mantivemos uma amizade sólida porque ele era uma pessoal extraordinariamente bem formada, amiga dos seus amigos, que teve aquela atitude quando foi do acidente da ponte de Entre-os-Rios que marcou aquilo que deve ser feito em política. Era uma pessoal excepcional com amigos em todos os quadrantes partidários”.

Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República e ex-líder socialista, disse que recebeu a notícia “com choque e muita tristeza”. Lembra “um amigo de há longas décadas. Homem bom e solidário, foi sempre alguém que se bateu por causas, em especial pela democracia e pela igualdade. Foi também um sobrevivente, com quem aprendi a enfrentar as adversidades”.

António Guterres lembra um homem que o acompanhou em “momentos decisivos” da sua vida, por quem tem “uma dívida de gratidão que jamais poderia pagar”. “O Jorge Coelho era a alegria de viver, saber que ele morreu é algo que não consigo aceitar. Era um homem de dedicação à causa pública, de ideias, com uma extraordinária capacidade, um político inteligentíssimo. É uma grande perda para o país e para os amigos, que eram muitos”, disse.

Fontes: Público/Sapo24

 

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *