“Biblioteca do fim do mundo”, de Alex Cassal com produção da companhia Má-Criação, convida o público a ocupar a Biblioteca Municipal de Viseu e, na companhia de diferentes autores.
O Teatro Viriato revela que o objetivo da performance é «refletir sobre o passado, o presente e o futuro, percorrendo as histórias que criamos para iluminar as trevas enquanto o amanhecer não chega».
Esta será apresentada nos dias 06 e 07 de maio, às 20h30, e conta com a participação no elenco de artistas da região como é o caso de Guilherme Gomes, Rafaela Santos, Roberto Terra e Sónia Barbosa (na interpretação) e Ana Seia de Matos (no apoio cenográfico).
Numa época em que o mundo parece andar à espera do apocalipse, o público embarca numa jornada que passará por autores como Ray Bradbury, Matilde Campilho, Homero, Alice Walker, Carolina Maria de Jesus, Ocean Vuong, Virginie Despentes, Clarice Lispector, Chimamanda Ngozi Adichie, Bruno Latour, Ailton Krenak, Caetano Veloso, Warsan Shire, Alberto Manguel, Baptiste Morizot, Svetlana Alexievich, Ana Martins Marques, Umberto Eco, Julietta Singh, Jorge Saramago e incontáveis outros.
«Sem uma narrativa única a unir todos estes nomes, a performance promoverá uma série de conversas paralelas que se complementam mas também se afastam, fazendo com que cada espectador receba uma versão diferente do mesmo espetáculo. Os espectadores são recebidos por um grupo de oito performers e divididos em grupos. Cada grupo é conduzido por um percurso diferente pela biblioteca, participando de diálogos, leituras, experiências com e a partir de livros», revela o Teatro Viriato.
«“Biblioteca do fim do mundo” é uma experiência heterotópica, que acumula camadas de bibliotecas de diferentes tempos, lugares e contextos. Uma biblioteca feita de pedaços de todas as bibliotecas que já existiram. Uma biblioteca que é como se fosse a reposição de um espetáculo de sucesso, apresentado em loop num teatro abandonado para uma plateia de refugiados. Como se fosse uma exposição temporária de museu. Uma banda-desenhada em capítulos. Um local de encontros ilícitos. Uma performance duracional. Uma manifestação cívica. Uma reunião de ex-toxicodependentes. Um treino para aprender técnicas de sobrevivência em situação de emergência, como num incêndio, por exemplo. Ou a coleção de testemunhos dos sobreviventes de uma catástrofe planetária, guardados numa cápsula do tempo para as gerações que ainda virão», explica a companhia Má-Criação.
Os bilhetes podem ser adquiridos junto da bilheteira do Teatro Viriato ou através da BOL.
















