Durante dois dias, 30 e 31 de julho, a localidade da freguesia de Pindo, em Penalva do Castelo, transforma-se e recua no tempo com a I Feira Medieval. O Lugar do Povo é o local que irá acolher o evento, com entrada livre, organizado pela Associação Cultural, Recreativa, Social e Desportiva União da Encoberta, e que conta, ainda, com o apoio da Câmara de Penalva do Castelo e da Junta de Freguesia de Pindo.
Recriações históricas, animações de rua, espetáculos de fogo, demonstrações de armas e acrobacias poderão ser vistas, a partir das 11h30, de sábado, até ao encerramento da feira, às 19h, no domingo. AGAPE – Grande Aventura, Espada Lusitana e DUO MäRüjxs são os grupos convidados. O destaque do programa vai igualmente para o envolvimento da comunidade.
“A população uniu-se, em função do evento, na elaboração dos trajes, na execução das bandeirinhas e dos estandartes e isso foi fundamental para nós, pois era o nosso grande objetivo. Vamos recriar uma época específica, os séculos XIV e XV, e temos inclusive, um casal real que, apesar de não o ser na realidade, são pessoas mais velhas da aldeia e com algum carisma. A sua participação é uma forma de homenagem, porque estas pessoas são o nosso passado, mas, fundamentalmente, o nosso presente e, em função de tudo o que nos ensinaram, também farão parte do nosso futuro”, refere Nuno Costeira.
O presidente da A.C.R.S.D. União da Encoberta acrescenta que “cerca de 80% das barracas são das pessoas da aldeia. Há também artesãos de outros pontos do concelho e gente de fora, vinda de Coimbra, Vila Nova de Gaia e Vila Nova de Poiares”.
Para o dirigente, esta é uma forma de trazer dinamismo à aldeia. “Nós tomamos posse há cerca de um ano e verificamos, como acontece na maioria destas aldeias do interior, o despovoamento, a falta de atividades e de confraternização. A nossa localidade tem uma população emigrada, em número, talvez, dez vezes superior à da população residente, que ronda os 80 habitantes. Tentamos, assim, apesar de difícil, promover a inclusão das pessoas e juntar os jovens. O nosso principal interesse é o de mobilizar toda a população, ocupar os moradores com alguma coisa que lhes traga felicidade e os faça sentir-se vivos.”
“ A opção por este tipo de feira prende-se com o facto de ser um evento agregador: é à moda antiga, mas consegue juntar mercadores, artesãos, tasquinhas e barraquinhas com petiscos, e consegue juntar também a parte da animação, sem ser aquela que já estamos habituados, frequentemente em torno de bandas. De salientar que não tenho nada contra, pelo contrário, até porque também estou ligado à música, mas quisemos proporcionar uma outra forma de estar na própria aldeia”.
A iniciativa, que acontece pela primeira vez, ambiciona também atrair forasteiros ao território e mostrar o património natural local. “A aldeia da Encoberta é seguramente uma das mais bonitas do município, situada na encosta virada a sul do rio Dão, com a bacia da barragem de Fagilde a seus pés. Foi, ao longo do tempo, considerada a sala de visitas do concelho e, especialmente, da freguesia de Pindo. É, pois, o cenário ideal para rececionar este evento e quem nos vier visitar”, conclui Nuno Costeira.
PROGRAMA
SÁBADO – 30 DE JULHO
11H30 – Auto de abertura da feira / Arruada / Abertura das tendas dos mercadores
12h30 – Comeres e beberes nas tabernas / Música medieval
14h30 – Vendedor de remédios
15h30 – Atelier sobre cota de malha no acampamento
16h – Atelier de esgrima para crianças e adultos
17h – Acrobacias e malabarismos
18h – Passeio real pelas terras da Encoberta
20h – Hora da ceia
22h – Demonstração de armas
22h30 – Espetáculo de manipulação de fogo
23h – Esconjuro da Idade Média (queimada)
1h – Encerramento da feira
DOMINGO – 31 DE JULHO
10h – Abertura das tendas dos mercadores
12h – Arruada musical
12h30 – Comeres e beberes nas tabernas / Música medieval
14h30 – Vendedor de remédios
15h – Preparação de um soldado para a batalha
16h – Demonstração de armas
17h – Passeio real pelas terras da Encoberta
18h – Acrobacias e malabarismos
19h – Encerramento da feira















